GERINGONÇA AÇORIANA!?

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É já Domingo que os Açorianos vão a votos para elegerem os Deputados ao Parlamento, na Horta sedeado que é a verdadeira Casa da Autonomia.
E como é também sabido, ou devia ser, o Partido, ou coligação que alcançar a maioria absoluta é que será convidado, pelo Representante do Presidente da República, depois de ouvidos as demais forças partidárias, a indicar a personalidade a ser nomeada a formar o Governo.
Mas se tal não se verificar, poderá suceder que Partido menos votado venha a governar, uma vez que, com o apoio de outros, consiga a dita maioria.
Aliás, o que aconteceu na última eleição nacional ganha pela Coligação de Direita, e em que o PS, embora segundo, acabou na Governança, devido à astúcia de António Costa que, mandando às malvas seus camaradas, levou à certa Catarina Martins (BE) e Jerónimo Sousa (PC), consegui o almejado cargo de 1º. Ministro.
Assim, ressurgiu a já famosa Geringonça, rebaptizada por Paulo Portas, ao deixar, em grande, o Parlamento.
Por sinal já terá atravessado o Atlântico poisando na Região em tempo de eleições regionais, com a Oposição mais interessada no combate às maiorias absolutas que tem sido o grande flagelo dos 40 anos de Autonomia.
Uma excepção para os laranjas que estiveram no poleiro a primeira metade, lutando agora para acabarem com o longo jejum, enquanto os rosas não o queiram dar de mão beijada, aliás, como o receberam em 1996.
Naturalmente que os outros Partidos estejam mais virados para o aumento do número de Deputados, mesmo o CDS com 3, e BE, PCP e PPM com um cada.
Recuemos duas décadas quando o PSD e PS se igualaram em Deputados eleitos e em que o CDS, com 3, ficou em fiel de balança.
Recorde-se que Carlos César líder do PS foi o convidado a formar Governo, nanja por o Partido ter sido o mais votado, mas pelo apoio do CDS liderado por José António Monjardíno que apenas exigiu, como garantia de maioria na Assembleia Legislativa, leis favoráveis ao Povo açoriano.
Como se sabe, a história não se repete: o que foi ontem, não é hoje.
E quanto à Geringonça que domina a política nacional não se repetirá nos Açores, o que não quer dizer que uma outra algo semelhante possa aqui surgir, mas noutro contexto.
A propósito, aconteceu no último Plenário regional, duas votações que parece trazerem água no bico:
Numa, o PCP votou com o PS o chumbo dum voto de condenação à SATA pelo péssimo serviço que vem prestando ao Faial.
Na outra, o B E esteve ao lado do PS votando contra o louvor à grandiosa manifestação popular de justo desagrado político ao Governo Regional relativamente à Ilha faialense.
Frise-se que se trata dos três Partidos da maioria nacional.
Mesmo assim, achamos não passar de pura coincidência, pois não vemos os líderes dos dois principais Partidos arriscarem-se por algo duvidoso que seria uma gerigonça açoriana: mais para o laranja, embora acreditando em melhores dias que até poderiam vir.
Por sua vez o rosa, com a faca e o queijo na mão por há anos na Governança com benesses sem conto, dadas a torto e a direito, sem pensar que em politica as rosas murcham dum dia para outro.
E com a Gerigonça regressada a Lisboa, de mãos a abanar como as asas do Low Cost, não estamos a ver Cordeiro e Freitas a dividir o bolo, doce para um e amargo para outro.
Como não acreditamos que Freitas e Lima troquem brindes com Verdelho do Pico e dos Biscoitos.
Mas já não nos surpreendíamos com aperto de mão entre Lima e Cordeiro, depois de quatro anos de profícuos encontros no Palácio de Santana.
Agora prezado leitor é aguardar pela sentença do Povo que é já no Domingo.

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