Governo dos Açores abre pesca de goraz ‘para o monte’ na Região

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Na sequência de uma reunião com os parceiros do setor das pescas o Governo dos Açores decidiu abrir a pesca do goraz ‘para o monte’ na Região.

A medida tem em vista o aproveitamento integral das quotas de pesca de goraz para 2017

O despacho publicado esta semana em Jornal Oficial, entrou em vigor na terça-feira, dia 31 de outubro, e vigora até 31 de Dezembro, permitindo que os pescadores açorianos possam pescar ‘para o monte’, mas cada embarcação de pesca continua a ter como limite de captura 2% da quota global atribuída aos Açores para esta espécie, o que corresponde a cerca de 10 toneladas.
“Devido à nova forma de gestão da quota do goraz estabelecida no início do ano, os Açores ainda têm disponível 28% da quota atribuída para 2017”, deu a conhecer o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, à margem de uma reunião, com os parceiros do setor.
Segundo Gui Menezes, os pescadores vão assim “poder pescar mais goraz no final do ano, quando esta espécie atinge valores mais elevados no mercado, contribuindo para o aumento dos seus rendimentos”.
De acordo com o governante “a gestão mais racional da quota do goraz, através de uma repartição por ilha e por embarcação, permite que os pescadores possam agora tirar uma maior rentabilização deste recurso”.
Para este ano os Açores tinham disponíveis 507 toneladas de quota de goraz, sendo que passaram a dispor de mais 34 toneladas devido a um acerto no consumo da quota para esta espécie não utilizada por Portugal em 2016, ficando, no total, com 541 toneladas.
Neste contexto, o Governo dos Açores fixou, no início do ano, uma repartição da quota de goraz, para 2017 e 2018, por cada ilha, respeitando o historial de cada uma delas e das respetivas embarcações, por forma a garantir uma repartição justa e equitativa da quota destinada à Região.
Posteriormente, por acordo entre a Administração Regional e os parceiros do setor, a quota fixada para cada uma das ilhas do arquipélago foi repartida pelas embarcações de cada ilha, por forma a adotar medidas mais rigorosas de gestão.