Governo dos Açores investe 6,2 milhões de euros na modernização do Matadouro de São Miguel na atual legislatura

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DR/GACS
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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje que o Governo dos Açores investiu, na atual legislatura, um total de 6,2 milhões de euros no Matadouro de São Miguel para aumentar a capacidade de frio e criar todas as condições necessárias à sua certificação pela norma da qualidade e da segurança alimentar, contribuindo para continuar a fazer desta estrutura uma referência nacional.

“O investimento público realizado neste matadouro, que totaliza 6,2 milhões de euros na presente legislatura, tem um sentido estratégico e está orientado para capacitá-lo para dar resposta aos desafios do futuro”, afirmou João Ponte, acrescentando que aos 3,2 milhões de euros investidos na remodelação da infraestrutura para a tornar mais eficiente e corresponder às exigências inerentes à sua certificação pela norma ISO 22000, somam-se mais três milhões de euros destinados à aquisição de quatro novas câmaras de frio.

O governante, que falava na entrega formal do certificado da norma ISO 22000 ao Matadouro de São Miguel, dedicou este certificado a todos os trabalhadores, na esperança que sirva de estímulo para continuarem a trabalhar todos os dias com o empenho e a dedicação de sempre.

João Ponte salientou que a ambição do Governo dos Açores é que o Matadouro de São Miguel continue a ser uma referência nacional, daí que estão previstos novos investimentos, na ordem de um milhão de euros, que contemplam a remodelação integral do pavimento, a remodelação do edifício de tratamento de subprodutos e da abegoaria, a atualização da certificação ISO 22000 de 2005 para a versão de 2018, por forma a “continuar a responder a todos os requisitos exigidos pelos clientes e pelos consumidores”.

“Estes são investimentos que foram e são necessários para dar resposta ao crescimento do número de abates, não só em São Miguel, mas em toda a Região”, considerou João Ponte, revelando que, em sete anos, o abate de bovinos cresceu 30%, atingindo já 72 mil animais, em três anos o número de abate de ovinos aumentou 12% e de suínos 11% nos últimos dois anos.

O Secretário Regional destacou que a evolução do setor agroalimentar contribuiu para impulsionar o desenvolvimento económico da Região e que todo este percurso tem sido possível com o contributo insubstituível e decisivo dos recursos humanos, que, no caso do Matadouro de São Miguel, registou nos últimos quatro anos um crescimento de 30%, passando de 123 para 153 funcionários.

Além da melhoria das condições de trabalho e da aposta na formação feitas na atual legislatura, João Ponte frisou que foi alterado recentemente o subsídio de risco dos funcionários dos matadouros, o que considerou ser mais uma evidência de que o Governo dos Açores está ao lado dos trabalhadores, que reconhece e não esquece o trabalho árduo que prestam, em condições de grande exigência, informando que, apesar dos contratempos, a verdade é que para a história ficará que o acordo firmado com o sindicato foi cumprido, proporcionando condições mais dignas e justas de trabalho, promovendo a estabilidade laboral.

Apesar dos desafios constantes no setor da carne, o Secretário Regional considerou que o caminho trilhado até agora foi de progresso e desenvolvimento na fileira da produção de carne de bovino e afirmação do setor em termos internos e externos, permitindo dar-lhe confiança e solidez.

“Evoluímos na qualidade da carne produzida, na melhoria genética e no bem-estar animal, bem como crescemos na produção, para satisfazer tanto o autoabastecimento, como a exportação, resultados para os quais muito contribuíram a dedicação e o empenho de muitos operadores económicos e de mais de 5.500 produtores de carne de bovino”, afirmou João Ponte, revelando que, só no Matadouro de São Miguel, 66% dos abates de bovinos foram para exportação em 2019, enquanto em 2012 atingia 47%.

O governante destacou também a criação na atual legislatura, em parceria com a Federação Agrícola dos Açores e a Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, do Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores (CERCA), bem como a implementação da Estratégia de Valorização da Carne dos Açores com as organizações dos produtores, que considerou ser “mais um instrumento ao dispor do setor e um guião para o trabalho que queremos fazer no futuro em termos de bem-estar animal, no maneiro, na formação, nos mercados e no aumento da notoriedade, com o objetivo único de contribuir para gerar mais rendimento em toda a cadeia de valor”.

João Ponte recordou ainda todo o trabalho feito com a Federação Agrícola dos Açores nas alterações do POSEI relativamente ao aperfeiçoamento do Prémio ao Abate, sempre na ótica de melhoria do rendimento dos produtores, sendo que, na presente legislatura, este prémio foi reforçado com três milhões de euros com verbas regionais para reduzir a taxa de rateio.

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