Bloco quer cooperação entre TAP e SATA. Concorrência entre as duas empresas públicas não faz sentido

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DR/BE
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O Bloco e Esquerda propõe um entendimento entre o Governo Regional e o Governo da República para alcançar um acordo de cooperação entre a SATA e a TAP. “Num momento tão difícil como este para o sector da aviação civil, não faz qualquer sentido que duas empresas públicas estejam a fazer concorrência uma à outra”, explica António Lima, candidato do BE que esteve hoje reunido com o SITAVA.

Esta proposta foi levada ao parlamento pelo Bloco no passado mês de julho, mas foi rejeitada pelo PS. No entanto, a semana passada, Lara Martinho, deputada do PS na Assembleia da República, defendeu publicamente uma medida idêntica, após uma reunião com o conselho de administração da TAP.

“Afinal, a ideia do Bloco de Esquerda que o PS rejeitou no parlamento dos Açores, é a ideia que o PS defendeu em reunião com o conselho de administração da TAP”, assinalou António Lima, para quem “isto demonstra que o PS não tem ideias para a SATA, e só tarde e a más horas veio dar razão ao Bloco de Esquerda”.

O primeiro candidato do Bloco por São Miguel e pelo Círculo Regional de Compensação congratulou-se pelo facto de o processo de privatização da SATA ter falhado, porque seria ruinoso para a empresa e para a mobilidade dos açorianos.

“O papel da SATA, enquanto empresa 100% pública, é servir os açorianos, garantindo a mobilidade inter-ilhas e dos Açores para o exterior – nomeadamente para o continente e para a diáspora”, aponta António Lima.

O candidato do BE acusou o Governo Regional de falta de transparência e desrespeito pela democracia, por esconder o Plano de Reestruturação da SATA, que “provavelmente já está em prática”. E se o Governo o esconde “certamente, não é coisa boa que lá está”, caso contrário, o Governo já teria feito uma apresentação pública.

António Lima afirmou ainda que o futuro da SATA tem que passar pela capitalização pública, e considera que a União Europeia tem que ter em conta as especificidades dos Açores, enquanto Região Ultraperiférica e arquipelágica, em que é preciso acautelar a mobilidade dos residentes.

“Não há Açores sem SATA”, disse António Lima, assinalando a importância da companhia aérea pública para coesão e a identidade regional.

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