Governo dos Açores investe 7,2 milhões de euros em sanidade animal em três anos

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O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte afirmou hoje, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores investe 7,2 milhões de euros em sanidade animal entre 2017 e 2019, destacando a colaboração que as organizações de produtores em São Miguel têm dado para o excelente estatuto sanitário do efetivo bovino da Região.

“Toda a evolução que fizemos nesta área da sanidade nos últimos anos teria sido muito mais difícil sem a colaboração da Associação Agrícola de São Miguel e da Associação de Jovens Agricultores Micaelenses, bem como do seu corpo técnico”, referiu João Ponte, acrescentando que essa evolução do ponto de vista sanitário e da qualidade é extramente importante para a agricultura dos Açores, do ponto de vista do prestígio, mas sobretudo para a melhoria do rendimento dos produtores e de abertura de novos mercados.

O governante falava no âmbito da assinatura de dois protocolos de cooperação ao nível da sanidade animal, com renovação automática, entre a Direção Regional da Agricultura, a Cooperativa União Agrícola e a Cooperativa Juventude Agrícola, na ilha de São Miguel, tendo em vista a realização de provas, rastreios e vacinação de doenças animais como a Brucelose, Leucose, Tuberculose ou Diarreia Viral Bovina (BVD).

Para João Ponte o valor do investimento público ao nível da sanidade animal que o Governo Regional aplicou na presente legislatura, dá bem nota da aposta estratégica que tem sido feita e para a qual muito tem contribuído o trabalho desenvolvido pelo corpo técnico do Laboratório Regional de Veterinária, que em três anos da presente legislatura irá realizar 4 milhões de análises e onde o Governo  está, no presente ano, a investir meio milhão de euros   com a aquisição de novos equipamentos para reforço da capacidade técnica daquele equipamento.

Desde 2013 que o Governo Regional celebra com as cooperativas das associações agrícolas em São Miguel protocolos de colaboração para a realização de ações de âmbito da sanidade animal, permitindo libertar recursos humanos da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas para outras tarefas.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas referiu que, nesta legislatura, um total de 300 mil animais serão intervencionados até ao final de 2019, envolvendo 1.400 explorações agrícolas na ilha de São Miguel.

Para João Ponte o excelente estatuto sanitário dos Açores, reconhecido a nível nacional e internacional, constitui uma grande mais valia, pois possibilita a livre circulação dos animais dentro e fora do país e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade, no sentido de manter em permanência esse mesmo estatuto.

Devido aos constrangimentos naturais inultrapassáveis, tais como as condições edafo-climáticas e contingências da nossa situação arquipelágica, João Ponte salientou que a luta contra as doenças de erradicação obrigatórias tem exigido esforços acrescidos no sentido de assegurar as questões de biossegurança das explorações pecuárias, a gestão e planeamento dos procedimentos, bem como do trabalho de campo, dos recursos humanos e materiais.

Desde agosto de 2009, seis das nove ilhas (Santa Maria, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo) detêm o estatuto de “Ilhas com efetivo bovino oficialmente indemne de Brucelose”, indicou o governante, acrescentando que se prevê no final do presente ano cessar a vacinação contra a Brucelose Bovina em São Miguel, condição imprescindível para a classificação sanitária das explorações e a obtenção do estatuto de ilha oficialmente indemne desta doença.

Já no caso da Diarreia Viral Bovina (BVD), João Ponte revelou que, atualmente, a taxa média de cobertura por explorações situa-se nos 78%, prevendo-se que o plano de controlo e erradicação da BVD nos Açores termine até 2022, sem prejuízo de em algumas ilhas o plano terminar mais cedo, como por exemplo as Flores e o Corvo, onde a taxa de cobertura é presentemente de 100%.

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