Estudo de Caracterização dos Comportamentos Aditivos reforça estratégia de prevenção do Governo, garante Teresa Machado Luciano

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A Secretária Regional da Saúde garantiu hoje, em Ponta Delgada, que o Estudo de Caracterização dos Comportamentos Aditivos nos Açores constitui um importante instrumento para reforçar a estratégia de prevenção que o Governo dos Açores está a desenvolver na Região.

Este estudo, para além de permitir compreender melhor o fenómeno, “aponta uma série de medidas que estão em linha com o Plano Regional de Ação de Intervenção em Comportamentos Aditivos” que está a ser implementado sob a coordenação da Direção Regional da Prevenção e Combate às Dependências, permitindo uma intervenção mais adequada e territorializada, referiu Teresa Machado Luciano.

A Secretária Regional da Saúde falava aos jornalistas no final na apresentação das conclusões deste trabalho, elaborado pela Universidade dos Açores, por solicitação da Secretaria Regional da Saúde, na sequência de uma Resolução aprovada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

Por decisão do Governo dos Açores, este estudo, já entregue na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, analisou uma amostra mais alargada do que inicialmente previsto, passando de um universo de 2.000 para 12 mil jovens da Região, permitindo, assim, uma perspetiva fidedigna dos fatores preditivos: de risco e de proteção de consumo deste tipo de substância aditivas.

Segundo Teresa Machado Luciano, uma das grandes conclusões deste estudo é a identificação muito clara da necessidade de uma abordagem transversal a toda a sociedade, através do envolvimento dos domínios comunitário, escolar e familiar, ao nível da prevenção de comportamentos aditivos com a participação comunitária na definição das mesmas.

Foram identificadas 10 medidas no domínio da prevenção, “muitas delas já a serem implementadas pela Direção Regional da Prevenção e Combate às Dependências, com muitas das ações no terreno”, sublinhou a governante.

Teresa Machado Luciano considerou ainda que as conclusões “indicam, claramente, que ainda existe um caminho a percorrer nesta matéria”, apesar do trabalho que já tem sido feito nesta área, junto da população das várias ilhas.

Foram criados dois planos específicos de intervenção para a redução do consumo do tabaco e do álcool, tendo em conta que essas são as substâncias psicoativas mais consumidas e, recentemente, foi alargada a Saúde Escolar ao ensino profissional e aos Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil, abrangendo mais de 40 mil jovens.

Relativamente à intervenção junto dos jovens nas principais festas dos Açores, a Secretária Regional anunciou que já este ano, e pela primeira vez, “temos as mochilas de água, a distribuir água durante os festivais, uma medida que vai de encontro ao nosso estudo”.

Sobre a intervenção fiscalizadora de consumo de álcool por menores de 18 anos, Teresa Machado Luciano disse que já este ano “as forças policiais apresentaram jovens nas situações irregulares e foram tomadas as medidas” previstas na nova lei, que aumenta de 16 para 18 anos, nos Açores, a idade mínima para consumo de álcool.

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