Governo, Federação de Pescas e Associações de Pescadores de acordo com a redistribuição da quota do goraz

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TI/SG

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O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, reuniu esta terça feira, na Horta, com a Federação de Pescas e com as associações de pescadores com o objetivo de analisar a redistribuição da quota do goraz na Região.

A quota do goraz acordada para 2017, na União Europeia para os Açores é de 507 toneladas ano. Segundo o Secretário a quota vai a partir de agora ser distribuída de uma forma “mais equitativa e mais justa”, permitindo que pescadores com barcos mais pequenos possam poder pescar mais.

Em declarações aos órgãos de comunicação social, à margem da reunião, Gui Menezes, explicou que o acordado “foi atribuir um teto máximo de quota por cada embarcação, para que nenhum barco de pesca possa ter mais de dois por cento da quota global dos Açores”, disse.

De acordo com o governante, “havia quatro ou cinco barcos que, a meu ver, tinham uma quota exagerada. Alguns deles tinham quota mais elevada que uma ilha”, revelou, esclarecendo a este respeito que a decisão foi reduzir a quota desses barcos e atribuir a ilhas que tinham pouca quota, como Flores, Pico, São Jorge e Santa Maria”.

Nesta reunião com sector das pescas foi ainda decido, que a quota seria dividida por trimestre, de forma a controlar a captura da espécie em alturas em que o seu valor comercial é mais baixou, ou seja, a quota será inicialmente mais reduzida, ficando a parte maior para o mês de dezembro, altura em que o goraz tem maior valor comercial.

Para o secretário, com esta medida de gestão, “quase de certeza que vamos aumentar o rendimento económico da captura desta espécie”, afirmou, reforçando que o objetivo final é que haja um “aumento real do rendimento dos pescadores”.

O titular das pescas salientou ainda que as propostas apresentadas nesta reunião vão ser ainda analisadas pelas associações de pesca da região.

Na ocasião, Gualberto Rita, presidente da Federação das Pescas dos Açores, mostrou a sua concordância em relação a algumas das medidas apresentadas pelo executivo para gerir a quota do goraz.

Para o presidente da Federação das Pescas “a principal preocupação deste assunto é a gestão do goraz, quer por ilha quer por embarcação para o ano 2017”, disse, reforçando que este “é um assunto sempre um pouco problemático mas que o sector e as suas associações estão a mostrar grande maturidade na discussão e estamos convictos que vamos sair daqui com conclusões bastante positivas para o sector”, frisou.

Gualberto Rita afirmou não concordar com a quota de goraz estabelecida pela Comissão Europeia aos Açores para 2017, considerando que esta é “diminuta”. Neste contexto avança que, “teremos que gerir da melhor forma, de maneira a que traga melhores rendimentos para os pescadores principalmente na altura em que o goraz está com um preço médio em lota mais alto. Aqui é que apelamos aos pescadores e armadores que façam essa boa gestão”, sublinhou.

 

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