Hoje foi um belo dia

0
13

Numa sociedade como a nossa, onde nos agarram à carga fiscal, às taxas, à burocracia e à banca, aos monopólios da energia, das comunicações, dos livros escolares, entre outros… resta-nos quase nada para a amizade, para o divertimento, para a cultura e para o nosso bem-estar.
Estamos inseridos num sistema que nos agarra às ditas responsabilidades, as tais que no tempo dos meus avós se chamavam de “letras”. Mas as “letras” de antigamente são muito diferentes das atuais.
As responsabilidades de hoje em dia são da banca, no que toca às “letras” da casa ou carro, mas são também tantas outras: a luz, a água, a creche ou mesmo a escola que se diz gratuita mas que, se formos a ver, nos leva meio subsídio de férias quando chega a altura de comprar os livros. Temos ainda a internet, o telefone, o telemóvel e a televisão que, sendo bens necessários hoje em dia, nos esmagam com os “pacotes” que as empresas “oferecem”.
Eu pergunto: e no final do mês? O que nos resta para o convívio? Para o nosso bem-estar? O nosso divertimento? As nossas férias?
Não resta nada!
Mas o que mais me irrita é que todo esse dinheiro fruto do nosso trabalho esgota-se em “letras” e responsabilidades sociais e que mais de metade vai parar a um grupo de indivíduos que cá nunca estiveram, não nos conhecem e nada farão para nos ajudar.
Eu acredito que nós, numa ilha rodeados de mar e agarrados ao sistema, temos o poder e as ferramentas para lutar contra o dito cujo sistema.
E foi esta a razão pela qual me juntei ao PAN.
Eu acredito que com debate aberto e transparente podemos encontrar as melhores soluções para a nossa ilha para a nossa sociedade.
Para já existem 3 pilares onde podemos resistir, alimentação, energia e transportes.
Eu acredito que é possível governar a nossa ilha criando condições para que algum dos nossos rendimentos sejam poupados nestas três responsabilidades. Que façamos diminuir as importações para ficarmos menos dependentes e, por consequência, a ilha gerar mais emprego e mais rendimento para as nossas famílias.
Esta equipa recém-formada fará de tudo para apresentar ideias e soluções que sejam discutidas na opinião pública com um único objetivo. Pouparmos nos três pilares que aqui foram mencionados de forma sustentável e amiga de todas as pessoas, de todos os animais e da nossa natureza.
Na alimentação temos que apostar na agricultura biológica. Não basta apertarmos os nossos agricultores com cursos de fitofarmacêuticos para que se reduza o consumo dos mesmos. É preciso dar aos nossos agricultores soluções viáveis para que eles consigam produzir em modo biológico.
As energias alternativas são uma realidade, já as utilizamos, mais concretamente no aquecimento da água, mas e o resto? Quando é que vamos começar a produzir energia eólica ou solar, nas nossas casas, reduzindo a fatura da EDA? E a água, vamos criar soluções para termos água com qualidade para consumo humano sem taxas?
No transporte a expressão utilizada é “o carro come connosco à mesa”. Será que tendo as condições de mobilidade desejáveis vamos preferir andar mais e conduzir menos?
E é com estas realidades que cada vez mais me convenço de que os faialenses vão querer mais diálogo partidário, mais participação, mais intervenção, mais cidadania; e menos “politiquices”, menos debates vazios, menos travessuras parlamentares. Com diálogos honestos e construtivos, conseguiríamos fazer muito mais e melhor, mesmo com divergências ideológicas e diferentes valores.
Nós, o Partido Pessoas Animais Natureza não queremos obrigar os faialenses a nada. Queremos apresentar as soluções para que, com condições, esta ilha possa mudar não para o bem de alguns mas para o bem de todos através da diversificação e sustentabilidade de um sistema político que nos faça chegar no final do dia a casa e digamos. Hoje foi um belo dia!

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO