Hotel de confinamento de passageiros que chegam aos Açores com “capacidade máxima”

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Um dos hotéis destinados ao confinamento obrigatório dos passageiros que chegam aos Açores, devido à pandemia de covid-19, atingiu a “capacidade máxima” acordada com o Governo Regional, disse esta quarta-feira o responsável pela comunicação do grupo gestor do hotel.

“Esgotámos a capacidade máxima que está definida pelo acordo que o Governo Regional nos solicitou, ficámos com os 75 quartos [com hóspedes] em quarentena”, avançou à Lusa o diretor de comunicação e marketing do grupo Bensaude, Nuno Borges, referindo-se ao hotel Marina Atlântico, em Ponta Delgada.

Desde o dia 14 de março que os passageiros que aterram nos Açores têm de assinar um termo de responsabilidade, no qual se comprometem a ficar em quarentena durante 14 dias, de acordo com as regras instituídas pelo Governo Regional.

Na semana passada, e após articulação prévia com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, o Governo Regional determinou que esse período de confinamento obrigatório seria feito em unidades hoteleiras, “independentemente da residência” das pessoas, com os custos a serem suportados pelo executivo regional.

O hotel Marina Atlântico, uma das duas unidades hoteleiras destinadas para o efeito em São Miguel, é composto por 183 quartos, tendo a lotação sido reduzida para 75 quartos para “criar distância de segurança entre os quartos” e para permitir também que os hóspedes ficassem em quartos com vista para a avenida marginal de Ponta Delgada.

As refeições são servidas em material “totalmente descartável” e todos os quartos estão equipados com “kits de higienização” para que os hóspedes façam a desinfeção dos locais.

Os lençóis de cama são substituídos de três em três dias, sendo recolhidos por funcionários do hotel com “todas as precauções necessárias”, sendo depois lavados segundo as indicações da Autoridade de Saúde Regional.

Em casos de hóspedes com dificuldades de motoras, são os funcionários do hotel que, “equipados com todo o material de proteção indicado pela Autoridade de Saúde”, fazem a desinfeção dos espaços, enquanto os hóspedes aguardam num quarto vazio.

“Os quartos estão todos separados. O quarto ao lado está sempre vazio para garantir toda a segurança”, frisa o responsável pela comunicação do grupo Bensaude.

Nuno Borges salienta que, tal como todas as empresas do grupo, o hotel tem o “plano de contingência ativado”, estando os funcionários a trabalhar por turnos enquanto outros aguardam em casa para garantir “a segurança total de todos os colaboradores”.

Depois de assumir terem existido “alguns problemas” com os hóspedes no primeiro dia em que foi decretada a quarentena obrigatória em unidades hoteleiras, Nuno Borges releva que desde daí “não tem havido qualquer tipo de problema”.

“Os hóspedes não estão a circular neste momento, está tudo muito mais calmo, estão a respeitar os pedidos das autoridades. Não tem havido qualquer tipo de problema”, frisa.

O diretor de comunicação do grupo destaca o “acompanhamento constante” da Autoridade de Saúde e da Polícia de Segurança Pública, referindo que a operação está a decorrer de “forma muito natural”.

“Esta operação dos hotéis está a decorrer de forma muito natural, com toda a gente bem protegida e com as pessoas mais conscientes. Não temos tido qualquer tipo de problema”, assinalou.

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