HPV e os desafios da vacinação

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Sonia PAN

Há tabus que contribuem para o atraso no diagnóstico e consequente propagação de certas doenças infecciosas. É o caso das doenças sexualmente transmissíveis (DST) que geram estigmas sociais, pois agregam uma abordagem complexa da amplitude da sexualidade humana e cuja expressão resulta de múltiplos factores que diferem em cada sociedade.

Apesar da sexualidade ter vindo a assumir diversas manifestações ao longo da história e os seus valores se modificarem de forma diferente em cada cultura, devemos encará-la como uma construção social e não apenas uma simbiose de determinantes biológicos. Os padrões sociais influenciam a sexualidade de cada pessoa. A sexualidade não define apenas a identidade individual, no domínio do auto-conhecimento, satisfação, auto-estima ou desenvolvimento de competências sociais, mas define a forma mais global que cada cultura assume para interagir. No entanto, é impossível construir o código genético universal para a sexualidade humana visto ser desenhada pela educação, relações entre parceiros sexuais, religião, moral, lei, entre outros. Assim, a socialização da sexualidade é um processo único e individual.

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