IL/Açores – Enquanto o País apresenta superavit, Açores apresentam maior dívida pública da história da Autonomia

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O Grupo de Coordenação Local da IL/Açores reagiu,  em Comunicado, à apresentação dos dados relativos à dívida pública dos Açores, referente ao ano de 2023, lamentando que “enquanto o País se vangloria com o maior superavit da história da Democracia, os Açores o que têm para apresentar ao País é a maior dívida pública da história da Autonomia”.

O órgão de direção dos liberais açorianos sublinha que os valores agora revelados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) e pelo Banco de Portugal “comprovam todas as preocupações e exigências que a Iniciativa Liberal tem vindo a colocar na agenda política da Região”, acentuando que “estes foram, aliás, factos que justificaram a tomada de posição da IL relativamente ao Orçamento de 2024 e que continuará a nortear a atuação dos Dirigentes e Eleitos do Partido nos Açores”.

“Ao contrário das realidades da Madeira e da República que, por esta altura, estão a vangloriar-se com os maiores superavits da história da Democracia Portuguesa, nos Açores, o que temos para apresentar é a maior dívida pública da história da nossa Autonomia. Os Governos da Região continuam a hipotecar o futuro destas ilhas, o futuro das novas gerações de Açorianos, ao apresentarem valores superiores a 3,2 mil milhões de euros de dívida pública”, lê-se no comunicado da IL/Açores.

Segundo o Grupo de Coordenação dos liberais “atingimos um tal patamar de endividamento que, a cada Açoriano, as sucessivas governações regionais já imputaram, sem lhes perguntar se estavam disponíveis a pagar este preço, uma dívida de 13.5 mil euros”, reforçando que os Açores estão “num tal ritmo de endividamento que, atualmente, os Açores pagam em juros mais do dobro do investimento público previsto para o setor da Educação e já supera também o total de investimento público anual para o setor da Saúde”.

Os liberais insulares recordam que, “em novembro de 2022, por proposta da IL, foi aprovada, em sede de Orçamento da Região para 2023, a norma do endividamento zero, que, como agora se comprova – pelo aumento da dívida em cerca de 140 milhões de euros no ano passado – não foi cumprida, num claro ato de irresponsabilidade política de um Governo de coligação que nem sequer o Orçamento da Região cumpre”.

Para a IL/Açores “continua sendo imperioso um Governo da Região que inverta a trajetória de endividamento dos últimos 40 anos, porque um euro de dívida constituída hoje é um euro de impostos a cobrar amanhã”, para além de que “um euro de imposto representa uma perda líquida de 40 cêntimos de bem-estar”.

“As gerações que nos seguirão não têm de viver amarradas às más decisões dos governantes de hoje, nem às dívidas que lhes deixamos, sem o seu consentimento”, finaliza o Comunicado do órgão diretivo liderado por Nuno Barata.

 

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