IL quer IPSS’s dos Açores com acesso direto a fundos comunitários

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Gabinete de Imprensa IL/Açores

O cabeça de lista da Iniciativa Liberal, pelo círculo eleitoral dos Açores, às eleições Legislativas do próximo dia 30, Pedro Ferreira, assumiu, esta segunda-feira, “que combaterá a discriminação que o Estado, também ao nível social, impõe às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) nos Açores”, ao impedir que estas instituições possam candidatar projetos aos fundos comunitários.

À saída de uma reunião com a Direção do Lar D. Pedro V, na cidade da Praia da Vitória, o candidato liberal voltou a insistir na necessidade “de se libertar a sociedade do Estado”, apontando como aposta de futura “o turismo sénior sazonal” e alertando os eleitores para “a cada vez mais provável formação de um bloco central, entre PS e PSD”, o que, diz, “não será bom para Portugal”.

“A Iniciativa Liberal entende que é fundamental ter uma visão diferente sobre um novo setor que está a crescer, mas ao qual as políticas públicas têm valorizado pouco, que é a economia social e solidária. Visitámos esta IPSS, que emprega já uma centena de trabalhadores, serve mais de duas centenas de utentes e movimenta mais de dois milhões de euros por ano. Estamos perante uma das maiores entidades empregadoras da Praia da Vitória, que já consegue ter uma suficiência económica própria na casa dos 55%,
apesar de prestar um serviço social apoiado pelo Estado, porque o apoio social é uma das obrigações do Estado”, disse.

“Esta área da economia social é uma área de futuro, até porque temos uma sociedade cada vez mais envelhecida, temos ilhas que estão a desertificar, porque também os nossos idosos não encontram a qualidade de serviços necessária para poder ter um final de vida com dignidade, dinâmico e ativo. Temos que olhar para estas instituições, para estes investimentos e deixar os privados trabalhar. As IPSS’s nos Açores estão impedidas de aceder a fundos comunitários. Isto é impensável! No continente existem linhas próprias de apoios comunitários a estas instituições, nos Açores as IPSS’s têm que ir pedir autorização ao Governo Regional para ter acesso a fundos comunitários, para poderem desenvolver projetos para os quais precisem de financiamento. Os fundos servem para melhorar a qualidade de vida e os serviços que estas instituições prestam são fundamentais para melhorar a qualidade de vida de uma população que está cada vez mais envelhecida e que precisa dos serviços aqui prestados, como o apoio domiciliário, os cuidados continuados, tratamentos médicos, serviços de enfermagem e fisioterapia”, frisou Pedro Ferreira.

Lamentando que “até na área social o Estado discrimine a Região”, o candidato liberal assegurou empenho “na resolução deste impedimento”, que surge porque “o Estado diz às IPSS’s com sede na Região para tratarem com o Governo Regional, porque a Região gere os seus próprios programas operacionais. Não é preciso o Estado estar metido em tudo. As IPSS’s dos Açores são IPSS’s portuguesas e têm que estar em pé de igualdade com todas as demais IPSS’s deste País”, defendeu.

Turismo sénior sazonal

Pedro Ferreira diz que a área social pode ter um efeito reprodutivo no futuro essencial ao crescimento económico regional, se for feita uma aposta no que designou de “turismo sénior sazonal”. Para o candidato da Iniciativa Liberal, importa diversificar as infraestruturas de respostas sociais e captar para a Região “pessoas que, já nas suas reformas, encontrem nas nossas ilhas o que podemos chamar de Aldeias Sociais, espaços tipo unidades turísticas onde sejam prestados todos os serviços que uma IPSS como o Lar
D. Pedro V presta. Deixem as IPSS’s trabalhar, para que tenhamos pessoas a vir passar umas temporadas aos Açores, beneficiando de todos os serviços que estas instituições prestam, é garantia de que entra cá dinheiro”.

“Ouve-se, muitas vezes, os governantes falarem em turismo de saúde, o que é engraçado, porque temos as listas de espera que temos no Serviço Regional de Saúde, porque não somos capazes de tratar dos nossos, mas ainda queremos ir buscar gente fora para se tratarem nos Açores, talvez para que os turistas de saúde passem à frente das listas de espera de anos onde estão os Açorianos. O turismo sénior sazonal é algo completamente diferente, promove na Região postos de trabalho qualificados, coloca dinheiro na Região
que será pago pelos serviços prestados, garante postos de trabalho bem remunerados e liberta-nos do peso do Estado em tudo”, advogou.

Bloco central prejudicial

Por fim, nas declarações aos jornalistas, Pedro Ferreira deixou um alerta aos eleitores, alegando “estar profundamente assustado” com a cada vez maior possibilidade de se vir a formar um bloco central, entre PS e PSD, depois das eleições do próximo domingo.

“Ouvi hoje algo que me assustou profundamente. Afinal, o Secretário-geral do PS, António Costa, já está disponível para dialogar com o PSD, caso não obtenha uma maioria absoluta. Importa que estejamos todos alertas para o facto de que a constituição de um bloco central em Portugal, neste momento, não interessa a ninguém. Um bloco central entre PS e PSD só vai potenciar os extremos. Ou nós queremos evitar os extremos ou queremos um bloco central que os vai potenciar? Por isso, votar é fundamental nestas eleições e votar na Iniciativa Liberal é a alternativa mais útil e mais credível para evitar blocos centrais e
para garantir uma solução governativa de direita estável e com visão inovadora, até porque é a única garantia de evitar aquilo que, cada vez mais, parece vir a ser possível que é a formação de um bloco central que, garantidamente, não será bom para Portugal”.