“Ilha do Faial, Açores – Contribuição para o estudo da sua Linguagem, Etnografia e Folclore” de Fátima Batista

0
265
blank
maria de fatima batista

“A diferença entre esse período que estudei e o de hoje é impressionante”

Maria de Fátima Feitas Baptista é natural do Faial, da freguesia das Angústias.
Estudou no Liceu Nacional da Horta e foi para Coimbra onde se licenciou em Filologia Românica, em 1966, defendendo, em 1970, a sua tese de licenciatura intitulada “Ilha do Faial, Açores – Contribuição para o estudo da sua Linguagem, Etnografia e Folclore”. Ingressou no ensino, tendo lecionado na Escola Preparatória da Horta e, depois, no Liceu Nacional da Horta, a cujos
quadros passou a pertencer em 1973, depois de realizar o seu estágio pedagógico no Liceu Normal D. João III, em Coimbra.

Dedicou toda a sua vida ao ensino, tendo integrado o primeiro Conselho Diretivo do Liceu depois do 25 de abril, foi, depois, sua Presidente, orientou estágios e desempenhou ainda vários cargos pedagógicos. Aposentou-se em 2004.

Na passada semana, o Núcleo Cultural da Horta editou em livro a sua tese de licenciatura, cumprindo uma recomendação de Pedro da Silveira que, em 1993, havia testemunhado que a sua qualidade “não só merecia como exigia que o Núcleo a resgatasse da penumbra e do quase secretismo da sua existência e a colocasse ao conhecimento de todos, estudiosos e não estudiosos.”

A apresentação esteve a cargo de Catarina Azevedo e a sessão, presidida por Carlos Ferreira, Presidente da Câmara Municipal da Horta, decorreu no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça. Tribuna das Ilhas foi falar com a autora sobre o livro.

Tribuna das Ilhas (TI) – O seu livro agora editado pelo Núcleo Cultural da Horta corresponde à sua tese de licenciatura, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1970. Porquê tanto tempo entre a escrita e aprovação da tese e a sua publicação?
Fátima Baptista (FB) – Por estranho que possa parecer, nunca tive vontade de publicar a minha tese, apesar de saber que ela tinha mérito para isso; na altura, o Professor Doutor Manuel de Paiva Boléo, professor arguente, disse-me que gostaria de a publicar na Revista Portuguesa de Filologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, mas que não tinha possibilidade, pois já havia outros trabalhos a aguardarem publicação e que as verbas de que dispunha eram insuficientes.
E, ao longo de todo este tempo, houve, por parte de algumas entidades, manifestações de interesse na sua publicação que não encontraram, porém, receptividade da minha parte.
Quando menos seria de esperar, pouco antes da pandemia, dois membros do Núcleo Cultural da Horta, o Engenheiro Mário Lourenço e o Dr. Jorge Costa Pereira, contactaram-me e conseguiram convencer-me a permitir que a tese fosse publicada. Não foi a melhor altura para mim, por motivos de saúde de duas das minhas irmãs, mas, dificuldades ultrapassadas, devo confessar que estou satisfeita com o resultado final e reconheço o empenho que eles revelaram.

Este conteúdo é Exclusivo para Assinantes

Por favor Entre para Desbloquear os conteúdos Premium ou Faça a Sua Assinatura