Incineração não é solução, é retrocesso.

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A CDU exige um claro e inequívoco esclarecimento por parte do Governo Regional do PSD, CDS, PPM sobre a construção de incineração de resíduos em São Miguel.

Tendo vindo a público uma declaração, do Secretário Regional do Ambiente e Alterações Climatéricas, segundo a qual importa garantir que é encontrada uma solução eficiente para a gestão dos resíduos e também garantir que “todas as metas, nomeadamente de reciclagem, são cumpridas e é respeitada a hierarquia da gestão de resíduos”. Ainda em declarações referidas pela imprensa, o executivo regional teria “toda a disponibilidade” para “procurar uma alternativa” e para “proceder a novos estudos de viabilidade” do projeto da incineradora.

A CDU considera que as palavras proferidas pelo Secretário Regional do Ambiente devem passar do discurso de circunstância e ter consequência.

No que concerne à construção de uma incineradora de resíduos em S. Miguel a CDU vem reiterar a sua oposição a esta solução para a gestão de resíduos e junta a sua voz aos movimentos de cidadania e às organizações ambientalistas que de forma cívica se têm posicionado contra a construção da incineradora em S. Miguel.

A CDU considera que a incineração de resíduos não é solução pelas, de entre outras, seguintes razões:

– contrariar décadas de educação ambiental e desperdiçar todo o investimento que lhe está associado;

– contrariar a tendência de reduzir os resíduos pois, como se sabe, o processo de incineração, eufemisticamente, chamado de valorização energética, necessita de grandes quantidades de resíduos para ser viável. Ou seja, para o funcionamento pleno da incineradora seria necessário aumentar os resíduos.

– constituir uma atentado à saúde pública; e

– constituir um crime ambiental.

A CDU reafirma assim, e uma vez mais, a sua oposição à incineração como forma de tratamento dos resíduos sólidos e apela aos açorianos, em particular aos micaelenses, para manifestarem publicamente o seu desacordo por uma solução que não acautela a saúde pública, constitui um atentado ambiental e coloca a Região, destino de natureza, no mapa das regiões e países que não cuidam do seu património ambiental. Isto é, prejudica a imagem do destino turístico Açores.

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