Indicadores sobre o emprego deixam o Bloco muito preocupado

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DR/BE
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António Lima, candidato do Bloco às próximas eleições, mostra-se preocupado com os indicadores sobre o emprego: em apenas um trimestre houve um enorme aumento das pessoas em inatividade, a taxa de população ativa é a mais baixa desde 2013, e há quase menos 2500 pessoas empregadas em relação ao ano passado.

Basta olhar para a realidade para ver que muitas pessoas perderam emprego durante esta crise: “trabalhadores em período experimental, trabalhadores que se vêm impedidos de exercer a sua atividade porque o seu sector estagnou, trabalhadores com contratos a prazo que não viram os seus contratos renovados”, elencou António Lima após reunião, hoje, com a CGTP Açores. “Estas pessoas também contam”, afirmou.

Perante estes dados, o Bloco não compreende as celebrações do PS relativamente ao emprego. A taxa de desemprego “é apenas um indicador” e é preciso olhar para todos os indicadores.

António Lima alertou que “é nas alturas de crise que os atropelos aos direitos de quem trabalha são mais intensos e acontecem mais vezes”, e defendeu, por isso, que é necessário reforçar os meios de atuação das entidades que fiscalizam o cumprimento dos direitos dos trabalhadores.

Uma destas entidades é a Comissão Regional para a Igualdade no Trabalho (CRIT), que, incompreensivelmente, está sem presidente desde maio passado. Além disso, é necessário reforçar os meios de atuação desta comissão, que atualmente “tem imensa dificuldade em cumprir as suas competências”.

A situação económica e social que irá resultar da pandemia “tem todas as condições para ser dramática” e “os trabalhadores são sempre os primeiros a sofrer com as crises”, disse ainda o candidato do Bloco.

Para proteger o emprego, o Bloco defende que os apoios públicos às empresas para dar resposta aos efeitos da pandemia obriguem à manutenção de todos os postos de trabalho, sem exceção.

Recorde-se que na passada legislatura foi aprovada uma proposta do BE que obriga as empresas apoiadas com dinheiro público a garantir que, no mínimo, 50% dos trabalhadores tem um contrato efetivo. Na próxima legislatura, o BE vai insistir naquela que tinha sido a sua proposta inicial, passando este valor para 75%. Esta é uma medida muito importante para combater a precariedade.

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