Insígnias Autonómicas distinguem 38 personalidades e 12 instituições no Dia da Região

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A Sessão Solene do Dia da Região Autónoma Açores, que este ano decorreu em Vila Franca do Campo, ficou assinalada pela imposição de 38 Insígnias Honoríficas a 26 personalidades e 12 entidades, entre as quais o antigo primeiro-ministro António Guterres, o bispo emérito de Angra, D. António de Sousa Braga, o embaixador Nuno Brito e o jogador do Benfica Eliseu.

“Utilizando a prerrogativa que consta do diploma que instituiu as Insígnias Honoríficas Açorianas, o Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, propôs este ano à Assembleia Legislativa o agraciamento do Primeiro-Ministro dos XIII e XIV Governos Constitucionais, António Guterres, e do antigo Embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito”, revela a nota divulgada pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social (GACs).

As Insígnias Açorianas, cujo regime jurídico foi aprovado em 2002, visam distinguir os cidadãos e as pessoas coletivas que se notabilizarem por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à Região e foram aprovadas por unanimidade pelo parlamento regional.

Segundo o Presidente do Governo Vasco Cordeiro estas insígnias têm em vista a “afirmação da identidade dos Açorianos, da sua filosofia de vida e da sua unidade regional”, consideradas “base e justificação da Autonomia política que lhes foi reconhecida e que orgulhosamente exercitam”, revela a mesma nota.

Este ano, os Açores, homenagearam  com a Insígnia Autonómica de Valor António Guterres e com a Insígnia Autonómica de Reconhecimento, D. António de Sousa Braga, Cordeiro, Eliseu Santos, Gustavo de Fraga, José Bettencourt, José Sousa, Mário Machado, Nuno Brito, Paulo Valadão e Sílvio Nogueira.

Receberam a Insígnia Autonómica de Mérito Profissional, Carlos Medeiros, Duarte Pimentel, Germano Silva, João Corvelo, José Silva, Manuel Nunes, Tomás Azevedo e Zilda França.

Já a Insígnia Autonómica de Mérito Industrial, Comercial e Agrícola foi entregue a Eduardo Ribeiro e a Manuel de Barcelos Silveira Bettencourt (a título póstumo).

A Insígnia Autonómica de Mérito Cívico, foi entregue a Ana Alves, à Casa dos Açores no Algarve, Casa dos Açores em Lisboa, à Casa dos Açores do Norte, ao Clube de Atividades Gímnicas de Ponta Delgada, à Filarmónica de Nossa Senhora das Neves, ao Futebol Clube Marítimo Velense, ao Futebol Clube Urzelinense.

Com esta Insígnia foram ainda homenageados o Grupo Desportivo Velense, Hélio Costa, o Instituto de Apoio à Criança – Açores, o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, João Tavares, José Inês, a Junta Regional dos Açores do Corpo Nacional de Escutas, Luís Bettencourt e a Rádio Difusão Portuguesa – Antena 1 – Açores.

O Dia da Região Autónoma dos Açores, feriado regional, foi instituído pela Assembleia Legislativa em 1980, e resulta de uma organização conjunta da Assembleia Legislativa e do Governo dos Açores e celebra-se sempre na chamada Segunda-feira do Espírito Santo.

 

“Autonomia Regional constitui o instrumento para a afirmação do Povo Açoriano defende Vasco Cordeiro

A afirmação foi feita pelo Presidente do Governo na sessão solene comemorativa do Dia da Região alertando ainda “para os riscos de se colocar em dúvida o seu sucesso, a sua importância e os resultados que garantiu para a Região ao longo dos últimos 40 anos”.

“Tomando como referência a nossa história, ninguém hoje poderá questionar que estes 40 anos de Autonomia correspondem ao ciclo de maior desenvolvimento, de maior progresso, de maior coesão regional e territorial, de reforço, inclusive, da nossa identidade coletiva, assim como, e não menos importante, de efetiva promoção de igualdade de oportunidades”, reforçou.

Na sua intervenção e segundo informação do GACs, Vasco Cordeiro “defendeu que interessa, também, renovar os objetivos e ampliar as possibilidades de ação e de intervenção da Autonomia, apontando as áreas da participação democrática dos cidadãos, do desenvolvimento económico e social, da promoção dos interesses regionais, do reforço da unidade nacional e dos laços de solidariedade entre todos os Portugueses”.

No que diz respeito à participação democrática dos Açorianos, o governante salientou desafios como o combate a uma abstenção persistente mas, sobretudo, a luta por uma cidadania mais participante, mais empenhada, mais esclarecida nos seus propósitos e exigente nos seus objetivos, comprometida e responsável na sua prática, que não se resuma apenas ao mero ato formal de votar ou à manifestação da opinião ou da crítica.

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