Inspeção Regional das Pescas – 30 inspetores de 12 países reuniram na Horta em Seminário Internacional do Noroeste Atlântico

0
19

O Seminário Internacional de Inspetores da Organização das Pescarias do Noroeste Atlântico reuniu na cidade da Horta três dezenas de inspetores das pescas de 12 países, numa oportunidade de troca de experiências profissionais.
Na ocasião o Inspetor Regional das Pescas realçou o trabalho da Região na melhoria da fiscalização e controlo das pescas.

Decorreu no passado fim de semana, o Seminário Internacional de Inspetores da Organização das Pescarias do Noroeste Atlântico (NAFO) que teve por objetivo abordar temas relacionados com metodologias e procedimentos de controlo e inspeção no mar e em portos, nomeadamente análise de risco, análises de ADN para identificação de espécies e utilização de aeronaves de vigilância não tripuladas, bem como o intercâmbio de boas práticas.
O Inspetor Regional das Pescas salientou a importância deste seminário, que se realiza pela primeira vez em Portugal, que constitui “uma oportunidade” para os inspetores de pesca da Inspeção Regional das Pescas “trocarem experiências profissionais e boas práticas com os seus congéneres e tomarem contacto com procedimentos inspetivos internacionais, aplicáveis a outras pescarias e frotas de pesca com características muito distintas das existentes nos Açores”.
Alexandre Morais, que falava na sessão de abertura do seminário, defendeu que os Açores têm efetuado “um esforço considerável” em meios com vista a “melhorar significativamente a eficácia” das operações de fiscalização e controlo das pescas.
Neste sentido, referiu que a Região “tem apostado na implementação de sistemas de vigilância eletrónica de áreas com restrições à atividade da pesca, que têm tido um efeito dissuasor”.
Segundo avançou o Inspetor, “estão a ser implementadas várias medidas que visam a melhoria do controlo da atividade da pesca, em particular, no combate à fuga à lota”, acrescentando que “serão colocadas em prática num quadro de partilha de informação e cooperação permanente com a autoridade nacional de pesca e as diferentes entidades com competência nesta matéria presentes na Região”.
Alexandre Morais lembrou ainda que a Inspeção Regional das Pescas, sob a tutela da Secretaria Regional do Mar, realiza, anualmente, cerca de 1500 ações inspetivas, e defendeu que aquele organismo também se constitui como “um veículo privilegiado” de divulgação da legislação sobre a pesca junto das comunidades piscatórias.
“Os serviços inspetivos e de controlo das pescas são peças fundamentais para garantir que a exploração dos recursos marinhos vivos se desenvolve em condições sustentáveis aos níveis económico, ambiental e social”, referiu.
Este seminário foi organizado pela Direção Geral dos Assuntos Marítimos e das Pescas da Comissão Europeia (DG MARE), em parceria com a Inspeção Regional das Pescas, a Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e a Agência Europeia de Controlo das Pescas.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO