O Diretor Regional da Agricultura destacou a participação dos Açores em projetos de investigação internacionais e inovadores, salientando a sua importância para ajudar a agricultura no seu processo de desenvolvimento, ao nível da proteção das produções, do meio ambiente e da saúde das pessoas, enquanto consumidores finais dos produtos.
“Num mundo em permanente mudança, com múltiplos desafios e ameaças, o conhecimento e a investigação científica na área agrícola é fundamental para se poder avançar e evoluir”, afirmou José Élio Ventura, que falava sexta-feira, em Angra do Heroísmo, na apresentação do projeto de investigação CUARENTAGRI.
Este projeto, que visa identificar e mitigar pragas agrícolas, envolvendo os Açores, a Madeira, as Canárias, Cabo Verde e Senegal, é financiado por fundos comunitários e regionais.
Além da Universidade dos Açores e da FRUTER – Cooperativa de Hortofruticultores da ilha Terceira, também o Governo Regional, através da Direção Regional da Agricultura, colabora neste projeto, nomeadamente nas atividades de monitorização e acompanhamento de populações de pragas e implementação de protótipos de armadilhas inteligentes de captura.
“Este é um projeto importante para a agricultura nos Açores na medida em que procura evitar e reduzir o surgimento de novos organismos nocivos nas zonas de estudo, implementar redes de alerta e apostar na formação de técnicos, agricultores e sensibilizar a população em geral”, considerou José Élio Ventura.
Numa altura em que se ambiciona uma agricultura cada vez mais sustentável e amiga do ambiente, e se reduz o uso de produtos fitofarmacêuticos, o Diretor Regional salientou que projetos como este são fundamentais.
José Élio Ventura destacou ainda o simbolismo do arranque deste projeto em 2020, declarado Ano Internacional da Sanidade Vegetal, que tem como objetivo conciliar a forma como a proteção e a saúde das plantas pode ajudar a erradicar a fome, reduzir a pobreza, proteger o ambiente e impulsionar o desenvolvimento económico.

















