Jardim Botânico do Faial comemora 28 anos

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O Jardim Botânico da Ilha do Faial comemorou quarta-feira o seu 28.º aniversário. Para assinalar a data estão previstas várias atividades a decorrer amanhã, sábado.

Assim, das 16h00 às 19h00 no parque decorrerá a iniciativa “Música no Jardim”, com a participação de músicos e bailarinos do Conservatório Regional da Horta.

Durante este dia o parque estará aberto à população  gratuitamente.

Localizado numa antiga exploração agrícola de pastagens e pomares de laranjeiras da Quinta de São Lourenço, no Vale dos Flamengos, o Jardim Botânico do Faial atrai os seus visitantes desde 1986.

Com uma área de cerca de 8000 m², o Jardim presta um contributo científico, pedagógico e ecológico.

A sua função, para além de ser um local aprazível e de beleza ímpar de visita obrigatória na ilha do Faial, está primor­dialmente ligada à manutenção de uma coleção de plantas vivas associada à investigação botânica – onde se destacam a conservação de sementes de espécies endémicas e sua propagação, e ainda um herbário – recuperação de habitats e sensibilização para a importância da riqueza florística natural dos Açores.

O Jardim vive, de acordo com informação disponibilizada no site SIARAM – Sentir Açores, com a premissa de que quanto mais belo e atrativo para o público for, maiores as possibilidades de anunciar o trabalho científico e ambiental aqui realizados e, que, de outra forma, passariam indiferentes à maioria das pessoas.

Em 1995, o Jardim Botânico deu outro passo na caminhada da investiga­ção e de sensibilização para a flora dos Açores e Macaronésia, desenvolvendo uma zona de 60.000 m², localizada na freguesia de Pedro Miguel, a 400 m de altitude. Nesta área procede-se à recuperação de habitats e espécies característi­cas da Laurissilva húmida e super-húmida, possuindo, para além do importante papel de conservação, também um elevado valor paisagístico.

Em 2003 deu início à criação de um Banco de Sementes, com a finali­dade de recolher e manter uma coleção de sementes viáveis das espécies mais raras dos Açores, onde se encontram 28 das 76 espécies de flora endémica dos Açores, constituindo, assim, uma importante salvaguarda da fitodiversidade do arquipélago. No herbário Ilídio Botelho Gonçalves, encontram-se também diversos exemplares de várias espécies, tanto nativas como exóticas, cujo valor é inestimável para a investigação botânica, nomeadamente na identificação de espécies duvidosas.

Recentemente, o Jardim melhorou a sua coleção de plantas naturais com a recriação de sete tipos de habitats característicos desta região: habitats de calhau rolado, charnecas macaronésicas, habitats de dunas e areias, uma feteira, uma zona de média altitude, uma zona húmida e de turfeira e ainda uma zona com vegetação de altitude, onde dominarão essencialmente espécies herbáceas.

 

No que concerne as espécies exóticas, foi construída uma estufa de orquídeas com mais de 35 espécies e híbridos, um espaço para as culturas agrícolas tradicionais dos Açores, outro para as espécies de flora invasora do arquipélago, uma área para vários exemplares de plantas medicinais usadas tradi­cionalmente na culinária e curas antigas, e ainda uma área para espécies exóticas ornamentais, normalmente utilizadas em jardins públicos e privados dos Açores.

 

 

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