Jardim Florêncio Terra acolheu 181.º aniversário da cidade da Horta

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O Jardim Florêncio Terra, cujo coreto foi recentemente recuperado pela autarquia, recebeu, no dia 4 de julho, a celebração do 181.º aniversário da elevação da Horta a cidade. 

Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal da Horta (CMH) começou por ressalvar a importância desta celebração para quem tem nas mãos a responsabilidade de gerir os recursos públicos, fazendo-o com a “humildade e a visão de perceber tendências, antever desafios e perspectivar projetos”. 

Em jeito de balanço aos nove meses que passaram desde a sua tomada de posse, José Leonardo Silva destacou a importância da gestão dos recursos ser feita de “forma criteriosa e equilibrada” indo de encontro às necessidades dos mais fracos.

“Construir um Faial mais ativo, mais dinâmico, que pode e deve ser uma voz mais forte e atuante”, tem sido objetivo do atual elenco camarário, com o líder da autarquia a lembrar que as suas prioridades passam pela família e pelo emprego. Nesta área José Leonardo destacou projetos como o “Novos Desafios” ou “O Quintal” e o reforço no apoio à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens do concelho.

Também as empresas devem ser, para o autarca, prioridade municipal: para José Leonardo, o Estado, não pode, como tem vindo a fazer, “caminhar sozinho, nem tão pouco se fazer substituir ao setor privado”. Assim, a CMH quer criar uma dinâmica empresarial privada, com o edil a lembrar a parceria com a Câmara do Comércio e Indústria da Horta que permitiu a criação do Gabinete Municipal do Investidor. 

Neste aniversário da cidade José Leonardo não esqueceu a entrada em vigor de um novo quadro comunitário de apoio, entendendo que é necessário operacionalizar um plano estratégico consensual para aplicar os fundos vindos de Bruxelas.

O autarca também defendeu a aproximação dos cidadãos ao município, apontado para a necessidade de continuar a ouvir os faialenses em projetos importantes, como é o caso da Frente Mar. 

José Leonardo quis deixar palavras de apreço a duas das homenageadas da noite: as Juntas de Freguesia de Matriz e Castelo Branco, pelos seus 500 anos. O presidente da CMH lembrou que as juntas são parceiras do dia-a-dia que não devem ser esquecidas, apelando a que estas continuem a trabalhar na valorização e identificação do património cultural, do ponto de vista do turismo, onde “ainda há muito a explorar”.

Falando de cooperação, José Leonardo apelou ainda a um “Triângulo unido e fortalecido”, para potenciar “pontes entre as diferentes formas de cultura que existem dentro da mesma cultura e das mesmas raízes”.

 

Assembleia Municipal deve ser um órgão de debate

Para o presidente da Assembleia Municipal da Horta (AM), a sessão solene foi uma oportunidade defender a importância do Poder Local. 

Fernando Menezes entende que “o Poder Local representou e representa ainda hoje uma das mais relevantes conquistas do Portugal democrático” e, em tom de crítica quanto às medidas da República nesta área, lembrou que o desempenho dos autarcas, hoje em dia, se apresenta como um desafio de “grande intensidade”, onde as tarefas quotidianas são de grande exigência. 

O presidente da AM frisou que é a proximidade ao universo eleitoral permite ao autarca conhecer a vivência real da população. Neste sentido, defendeu que a CMH deve ser o “elemento agregador da comunidade” e “o rosto da liderança, o defensor dos interesses municipais” e por isso tem de ser uma “instituição próxima e disponível”.

 “As dificuldades estão redobradas em resultados da grave crise em que vivemos, do desnorte de uma Europa a que pertencemos, que não tem rumo nem convições e de atitudes muitas vezes centralistas”, considera.

Sobre o órgão a que presidente, Menezes considera que “a relevância das AM tem sido de algum modo secundarizada na governação autárquica” e é “tempo de reforçar a sua relevância”. “Para além de análise, decisão sobre opções de planos e orçamentos, apreciação e fiscalização da atividade da CMH e aprovação de regulamentos e taxas, a AM pode e deve ser, ainda, lugar de confronto de ideias, de defesa dos nossos interesses e espaço de debate sobre as grandes causas da nossa ilha”, disse.

Autoridades e cidadãos juntos devem trabalhar para uma Horta mais inclusiva e solidária

Na ocasião a presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores lembrou que o desenvolvimento da Horta passa pelo trabalho e empenho de todos. Para Ana Luís, autoridades e cidadãos devem pautar-se por fazer da Horta uma cidade sustentada, solidária e inclusiva, a crescer em progresso social e também político.

A presidente da ALRAA apelou a que os homenageados deste dia sejam vistos como exemplo no sentido de se unir esforços para se alcançar o desenvolvimento da cidade da Horta e da ilha do Faial, contribuindo para o equilíbrio harmonioso da região.

 

Homenagens

Como já vem sendo habitual o aniversário da cidade foi a ocasião escolhida pelo município para agraciar com a medalha de mérito personalidades e entidades que se destacaram na vida do concelho. 

Este ano, foram agraciados com a medalha Municipal a empresa Casa d’ Ávilas e o Clube Automóvel do Faial, pelos seus 25 anos. A título póstumo, foram homenageados João Bettencourt, Manuel da Costa Garcia e Carlos Pimentel. 

A autarquia atribuiu ainda distinções a António Ávila, José Henrique Silva, José Nunes Caldeira e Mário Frayão.

Com a medalha de Honra do município foram distinguidas as freguesias de Castelo Branco e da Matriz, quem 2014 assinalam 500 anos.

Na ocasião foi ainda atribuída a medalha prateada a funcionários com 20 anos de funções camarárias.

 

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