Jessica Pacheco salienta importância dos apoios sociais para combater a pobreza e lamenta estigma provocado pela extrema-direita

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A candidata do Bloco à Assembleia da República pelos Açores salienta que os apoios sociais são muito importantes para retirar milhares de pessoas da pobreza e lamenta a estigmatização da pobreza feita pela extrema-direita que “aponta o dedo a quem precisa destes apoios”.

Em declarações após reunião realizada hoje com a Associação Novo Dia, que trabalha com pessoas em situação de exclusão social, Jessica Pacheco explicou que o Bloco defende um novo modelo de apoio social, com a criação do Rendimento Social de Cidadania para substituir todos os apoios sociais existentes.

O objetivo é criar um apoio social com menos burocracia e cujo princípio básico é garantir que ninguém vive abaixo do limiar da pobreza, ou seja, com menos de 540 euros por mês.

“Muitos dos apoios que existem hoje são muito complexos e burocráticos, e muitas vezes as pessoas vão à Segurança Social e não sabem que apoios existem, nem que condições e critérios são necessárias para aceder a cada um dos apoios”, explicou a candidata.

O período de pandemia também deixou claro que o atual modelo de apoios sociais tem muitos problemas, porque numa altura de grandes dificuldades, deixou muita gente sem qualquer apoio, porque não encaixavam nas características dos apoios existentes. Jessica Pacheco exemplificou esta situação com os trabalhadores independentes e com muitos trabalhadores informais que ficaram, de um momento para o outro, sem qualquer rendimento e sem apoio social.

A candidata do Bloco lançou ainda críticas ao Chega, por estar “constantemente a apontar o dedo às pessoas que precisam de apoios sociais”, e salientou que as medidas defendidas pela extrema-direita iriam atirar “milhares de pessoas para a pobreza”.

Jessica Pacheco explicou, por exemplo, que o RSI – um dos apoios sociais mais criticado pelo Chega – nos Açores, tem um valor médio de apenas 83 euros por beneficiário, e destina-se maioritariamente a idosos e crianças, acrescentando que o valor gasto em RSI na Região “custa menos de 1% daquilo que Portugal perde com as borlas fiscais através de offshores, vistos gold e através do estatuto de residente não habitual, esquemas que beneficiam os ricos e potenciam a corrupção e a evasão fiscal e com os quais o Chega concorda.