José Manuel Bolieiro: “A nossa vontade reformista está amarrada ao legado recebido”

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José Manuel Bolieiro entrevista

Rui Paiva

José Manuel Bolieiro, tem 56 anos, é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.

Foi indigitado como presidente do XIII Governo dos Açores a 24 de novembro de 2020, pelo representante da República, Pedro Catarino, na sequência das eleições de 25 de outubro, em resultado da constituição da coligação PSD/CDS-PP/PPM que lhe permitiu assegurar uma maioria na assembleia legislativa, complementada esta com os acordos de incidência parlamentar com o Chega e Iniciativa Liberal.

Nesta entrevista ao Tribuna das Ilhas, o Presidente do Governo fala sobre os desafios de uma alternativa de governação coligada e garante que tudo tem feito e continuará a fazer para honrar os compromissos assumidos.

Em relação aos investimentos para o Faial, José Bolieiro compromete-se com a realização da Variante à cidade da Horta e com o reordenamento do Porto da Horta e Frente Mar e relativamente à ampliação da Pista do Aeroporto, apesar de esta ser “uma responsabilidade do Governo da República”, garante que o Governo Regional está disponível “para cooperar”.

Tribuna das Ilhas – Um ano de governo, dois Orçamentos aprovados, mas sempre sob um clima de instabilidade. Esta legislatura vai aguentar até ao fim?
José Manuel Bolieiro – Um ano intenso, quer de governação, quer de atuação política, mas próprio da democracia plural e do fenómeno da representação parlamentar. Eu encaro as coisas como são e não como poderiam ser. Sem ilusões. Nós fizemos uma solução alternativa de governo para acabar um ciclo de 24 anos de PS no poder, colocando a alternativa com uma coligação de governo – a primeira vez que acontece na democracia autonómica – com a importância estratégica de assegurar estabilidade parlamentar com acordos. Assumo a responsabilidade, enquanto líder político, de interpretar a vontade do povo açoriano com uma necessidade de uma alternativa não socialista. Por isso, fizemos esse percurso de ética democrática irrepreensível para garantir que na formação do governo houvesse uma maioria coesa do maior número de votos e de mandatos do PS, que ganhou as eleições – não renuncio desta evidência. Os acordos foram feitos com visão de legislatura. Portanto, da minha parte, do governo, é esta a responsabilidade.
TI – Está confiante então que este governo vai durar os quatro anos?
JMB – Eu posso falar sempre por mim. Cada um é responsável pelos seus atos. Uma coisa é certa: tudo tenho feito e continuarei a fazer para honrar os compromissos. Mas, em qualquer circunstância, é a vontade do povo que é sempre soberana.

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