Judite Duarte ajuda grupos na angariação de fundos e mantém viva as tradições

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TI/SG

A massa sovada é um pão regional dos Açores, normalmente associadoàs Festas do Espírito Santo que decorrem em todas as ilhas. 

As receitas variam de ilha para ilha, mas têm sempre como base farinha, açúcar, leite e ovos e normalmente estes pães
acompanham outros pratos típicos da Região.

Nos últimos tempos, no Faial, muitas são as instituições que têm recorrido a esta iguaria para angariar fundos para as suas atividades. 

Na hora de meter a mão na massa, no entanto, é preciso sempre alguém que oriente “as tropas”. Judite Duarte é uma das pessoas mais requisitadas para ajudar estas instituições a cozer “fornadas” de massa sovada, e falou aoTribuna das Ilhas sobre esta atividade.

Antigamente era hábito cozer-se massa por altura da Páscoa e do Espírito Santo. Em casa de Judite Duarte a tradição cumpria-se, pela mão da mãe. À confeção juntavam-se as suas tias e Judite foi assim aprendendo com a família.
Mais tarde entrou para o Grupo Coral da Horta e foi aí que tudo começou. Em 2006 o grupo fez uma refeição de sopas do Espírito Santo para angariar fundos. O evento foi um sucesso e falou-se em repetir. Foi então que Judite se ofereceu para cozer a massa. E desde então nunca mais parou.
À nossa reportagem, Judite conta que, enquanto membro da Direção do Império da Conceição, já cozeu “três toneladas de massa”. Pouco depois a Junta de Freguesia da Conceição construiu a cozinha comunitária com um forno, que Judite passou a utilizar. Com o tempo, outras instituições foram procurando esta forma de angariação de fundos e requisitando os serviços de Judite: “comecei a ser contactada pelos grupos para fazer massa e tem vindo por aí fora. Até ao fim de 2016 cozi 7454kgs de massa. Com o que já fiz em 2017 já tenho 8 toneladas de massa”, revela.
Como as solicitações eram muitas, Judite começou também a cozer massa em casa. “As pessoas gostaram, começaram a pedir e agora tivesse eu tempo para cozer mais”, desabafa.
Para além da massa, nestas solicitações dos grupos começaram a surgir outras ideias para angariação de fundos. “Durante a cozedura da massa há um espaço de tempo morto”, explica, contando que é nessa altura que,por vezes, se cozinham amendoins com açúcar, caramelos, bolos lêvedos ou donuts.
“Esta é uma maneira de os grupos angariarem fundos. Eles têm pouca ajuda do Governo e têm de arranjar dinheiro de alguma maneira. São equipas de futebol, Igrejas, vários tipos de instituições…”, conta.

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