Legislativas 2011 – Paulo Estevão quer aposta na cultura para combater a crise

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 Paulo Estevão, primeiro candidato do Partido Popular Monárquico pelo círculo eleitoral dos Açores às próximas legislativas, escolheu o Faial para iniciar o período oficial de campanha, que arrancou ontem. Estevão, que é também o presidente do partido, esteve no Museu da Horta, onde defendeu a valorização da cultura e do património como uma das medidas para atacar a crise.

“O que propomos é uma muito maior ligação dos sectores da cultura e do património à promoção e valorização turística, assim como ao mundo empresarial”, referiu o candidato.

Nesse sentido, Estevão diferenciou o posicionamento programático do PPM em relação ao PSD e ao CDS-PP, já que entende que esses partidos relegam a cultural “para um lugar secundário”, e também em relação ao PS, “que geriu a cultura como um feudo partidário e desbaratou o dinheiro do sector em institutos e fundações pagas pelo Estado mas com uma vocação exclusivamente partidária”, disse.

Para Paulo Estevão, nos Açores “os museus e sítios de interesse cultural ou natural não estão eficazmente ao serviço do desenvolvimento económico”. O candidato considera que “os horários são desadequados e os períodos de encerramento durante a época alta do turismo são incompreensíveis”. “Nestes tempos de necessidade de crescer economicamente, esta gestão do potencial dos museus e de outros sítios de interesse não é aceitável”, referiu.

As funcionárias do Museu da Horta não autorizaram os jornalistas presentes a filmar a acção de campanha, alegando ordens directas do director regional da Cultura. Paulo Estevão insurgiu-se com a situação uma vez que, segundo fez saber aos órgãos de comunicação social em comunicado emitido após a visita, a acção tinha sido autorizada, apenas com a ressalva das declarações finais do candidato serem filmadas no exterior do Museu.

“Este episódio de boicote a uma acção eleitoral imbuída das melhores intenções em relação à divulgação e valorização dos museus portugueses é bem demonstrativo do ambiente de falta de liberdade e revela a quase completa simbiose que existe entre o PS e a administração regional. A confusão de papéis e fidelidades é total. Vive-se hoje nos Açores uma atmosfera geral de falta de liberdade e de acosso às oposições”, considera Estevão.

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