A Aliança Democrática (AD) venceu as eleições legislativas nacionais do passado domingo, sem maioria. O Partido Socialista (PS) foi o grande derrotado e o Chega (CH) foi o que mais cresceu.
Foram das eleições mais disputadas da democracia portuguesa. As projeções iniciais, eram unânimes na vitória da AD, mas, à medida que o processo de apuramento decorreu, avolumaram-se as dúvidas sobre essa vitória. Foi preciso esperar pela votação da última freguesia de Lisboa, para se confirmar uma vitória tangencial da AD (com 79 deputados eleitos), sobre o PS (com 77 deputados) e estando ainda por apurar os resultados em 31 consulados portugueses, que permitirão eleger quatro deputados. A terceira força política foi o CH, com 48 deputados, seguindo-se o Iniciativa Liberal (IL) com oito, o Bloco de Esquerda (BE), com cinco, o Partido Comunista Português (PCP) com quatro, o Livre (L) também com quatro e o Pessoas Animais Natureza (PAN) com um deputado eleito.
Em comparação com as eleições de 2022, o PS perdeu 40 deputados e foi ultrapassado pela AD, que ganhou três por comparação com 2022. O CH foi o partido que mais ganhou em relação às últimas eleições, passando de 12 para 48 deputados. O IL, o BE e o PAN mantiveram o número de eleitos que tinham em 2022, mas já o PCP perdeu três, e, em sentido inverso, o L ganhou 3 deputados. A abstenção diminuiu, passando de 42,04% em 2022, para 33,77% agora.
No horizonte político português, face aos resultados e aos compromissos assumidos antes do ato eleitoral, não se antevê a concretização de coligações que garantam suporte maioritário ao governo. Daí que a solução que parece emergir no horizonte político é a de um governo minoritário da AD (alargado ou não à IL) com apoios parlamentares pontuais que viabilizem os seus documentos essenciais.
AD ganha com mais expressão nos Açores
No círculo eleitoral dos Açores a AD conseguiu uma vitória bem mais expressiva que a nível nacional: 39,84% dos votos, correspondente a 42.343 votantes, enquanto o PS se quedou pelos 29,18%, com 31.015 votos. O CH confirmou-se como a terceira força política, representando 15,76% dos votos, com 16.744 votantes. Seguiram-se o BE, com 3,41% (3.622 votos), o IL, com 2.71% (2.882 votos), o L, com 1,71% (1.816 votos), o PAN, com 1,56% (1.654 votos) e o PCP, com 1,09% (1.160 votos).
A AD teve nestas eleições mais quase 14 mil votos do que em 2022. Seguiu-se o CH como a força política que mais cresceu em número de votantes nos Açores, aumentando quase 12 mil votos. No ranking das forças partidárias que cresceram por comparação com 2022 estão ainda o L (mais 1.043 votos), o PAN (mais 498 votos) e o BE (mais 33 votos). No polo oposto, foi o PS quem mais votantes perdeu (menos 5.010) seguindo-se o IL (menos 572 votos) e o PCP (menos 90 votos).
Apesar de aumentar em percentagem e em numero de votos, a AD não conseguiu eleger o seu terceiro deputado (a faialense Ilídia Quadrado) que foi para o CH.
AD ganha no Faial em todas as freguesias menos no Capelo
No Faial a AD venceu em todas as freguesias, à exceção do Capelo, onde o PS ganhou por cinco votos, repetindo o que aconteceu nas legislativas regionais de há um mês. A maior votação na AD foi na freguesia da Matriz (497 votos), onde também o PS averbou a sua melhor votação absoluta (366 votos). O CH teve a sua melhor votação na freguesia dos Flamengos, com 103 votos. O BE foi a quarta força política no Faial, com mais votos também na freguesia da Matriz (67).
A abstenção no Faial atingiu os 46,39%. A Praia do Norte foi a freguesia com mais baixa abstenção (31,65%) enquanto a Feteira liderou com 52,13.














