Liquidação Total!!

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Bem que poderia ser um anúncio de saldos de fim de estação, mas não… A série de eventos que tem marcado o Faial nos últimos anos, apenas aponta para que a ilha se resuma.
Para não ir demasiadamente atrás, e não ser muito extenso, foco apenas três ou quatro aspectos da nossa história recente e regresso agora ao encerramento da COFACO no Pasteleiro.
Após vários milhões investidos numa infraestrutura – que ao primeiro temporal ficou sem cobertura, mas isso é outro assunto – recomeça a laboração, para em pouco tempo se proceder ao encerramento da unidade e à recondução dos funcionários para o desemprego, ou para a unidade do Pico. Que medidas foram tomadas para a requalificação de quem não quis atravessar o canal diariamente? Que avaliações foram feitas ao mercado local para se perceber a área de formação para a qual estas pessoas poderiam ser reconduzidas? Que medidas de excepção foram criadas no âmbito das comparticipações sociais (subsídio de desemprego, etc.) para de alguma forma diminuir o impacto que a fuga de postos de trabalho tem na ilha? Ficam as perguntas para as quais todos sabemos a resposta.
O exemplo da Rádio Naval. Depois de quase um século de existência nesta ilha, onde largas dezenas de trabalhadores e suas famílias se fixaram, deparamo-nos com a opcção politica de deslocalizar este serviço. Uma vez mais o Faial é prejudicado e não surgem quaisquer medidas políticas que de alguma forma visem minimizar o impacto destes “ataques” à economia local. Ficámos com seis edifícios devolutos, que nem no âmbito da Escola do Mar vão ser recuperados, uma vez que, como em todas as empreitadas no Faial, foi cortado esse investimento do projecto inicial. A Escola do Mar não passará de uma escola profissional, que nunca compreenderá os mesmos postos de trabalho – mais as famílias – que a Rádio Naval compreendia.
Na ilha Terceira houve o PREIT – Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, no Pico já se fala no PREIP, por causa da COFACO, no Faial… silêncio!
DOP, MARE, OKEANOS, IMAR, AÇORES, CIÊNCIA, PESCA, PESCADO, CONSERVAÇÃO, TECNOLOGIA… O propósito da frase anterior é apenas para que este artigo possa rapidamente ser identificado pelos serviços bibliotecários do DOP-UAc e ser disseminado pela instituição… isto, se o pesado lápis da censura deixar, uma vez que aparentemente qualquer notícia ou opinião que não seja abonatória ao Supremo Líder do “departamento” faialense, não se mostra a ninguém… Pena é que não corra por aí a comprar todo e qualquer exemplar do Tribuna das Ilhas para ninguém ler o que lá se diz… sempre incrementava as vendas deste semanário, o que era de saudar.
Uns debatem-se com a expulsão ou não de diplomatas russos, outros com a bafienta censura.
Adiante. Na investigação científica, houve no seio da UAc – Universidade dos Açores, uma restruturação. Foram criadas Faculdades e Escolas, sediadas na Terceira e em São Miguel. Então e o terceiro pólo da UAc? No Faial fica uma unidade que subalterna? Uma unidade que está perdida algures na orgânica da UAc? Ficou-se a perceber que a falta de visão e ambição em prol do colectivo por parte de quem manda incorre nestes desfechos. Fica-se a saber que o pau que manda, é afinal um pau mandado.
Durante esta semana a SATA empenhou-se em fazer acreditar os faialenses de que nada do que vêm diante dos olhos e sentem na pele quando precisam de viajar é verdade. Um daqueles casos em que a SATA diz “vejo que acreditas mais naquilo que vês do naquilo que te digo!”
A SATA diz que houve um decréscimo na procura do destino Horta, os números do Serviço Regional de Estatística, dizem o contrário. A SATA diz que a oferta é suficiente porque o Faial cresceu 7% nos indicadores do Turismo. Este ano diz que propõe um aumento de 3% na oferta. Isto apenas significa que para o ano, quando se fizer a avaliação do crescimento do turismo no Faial, ele nunca poderá ser superior a estes mesmos 3%.
Os dirigentes da SATA, a Sr.ª Secretária dos Transportes, os deputados do Partido Socialista do Faial e maioria dos socialistas locais, julgam que os indivíduos e empresários que se manifestam contrariamente aos desígnios da empresa e do Governo, apenas o fazem porque “emprenharam” pelas orelhas nas redes sociais, e não porque na hora de se deslocarem para consultas, trabalho ou lazer ou de receberem clientes, o Faial se revela como uma péssima opção por conta das acessibilidades.

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