LIVRE apoia carta aberta às autoridades políticas e económicas de Portugal e da União Europeia

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Um grupo de economistas de várias universidades Portuguesas elaborou e subscreveu um manifesto onde pede às autoridades políticas e económicas de Portugal e da UE que implementem medidas à altura da crise que vivemos.

A crise de saúde pública que se abateu sobre o mundo já está a ter efeitos dramáticos em vários sectores da sociedade. Dando sempre prioridade à saúde e bem-estar de todas as pessoas, é importante não descurar os efeitos económicos que esta crise terá na vida das pessoas, já que, certamente, muitos e muitas ficarão sem o seu emprego e, consequentemente, sem fonte de rendimento.

O manifesto elaborado por este grupo de economistas pede medidas para combater o abrandamento da economia tanto ao governo português como à União Europeia. Empréstimos de muito longo-prazo do BCE aos estados europeus a taxas de juro residuais ou nulas, a possibilidade de emissão de títulos de dívida conjuntos da Zona Euro – os famosos “Eurobonds” – e apoios directos ao rendimento das famílias são algumas dessas medidas que urge pensar e implementar.

O LIVRE apoia e subscreve as medidas constantes deste manifesto. Nos tempos de crise que vivemos é urgente que a UE se assuma como espaço de salvaguarda dos direitos humanos, o que, no nosso entender, inclui a garantia de que todas as pessoas têm asseguradas as condições mínimas para a sua subsistência. Num mundo globalizado, não se pode abordar os problemas apenas à escala nacional. É fulcral para todo o planeta que a União Europeia assuma as suas responsabilidades no combate a esta crise.

O manifesto foi redigido e é assinado por: Cátia Batista (Nova SBE), Fernando Alexandre (Universidade do Minho), Fernando Anjos (Nova SBE), João Cerejeira (Universidade do Minho), José Tavares (Nova SBE), Luís Aguiar-Conraria (Universidade do Minho), Miguel Portela (Universidade do Minho), Odd Straume (Universidade do Minho), Pedro Bação (Universidade de Coimbra), Pedro Brinca (Nova SBE), Sandra Maximiniano (ISEG, Universidade de Lisboa), Susana Peralta (Nova SBE) e Tiago Sequeira (Universidade de Coimbra).

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