Manuel Alegre no Faial: “Temos de redescobrir o Mar”

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O candidato à Presidência da República Manuel Alegre chegou hoje à ilha do Faial, onde visitou a Assembleia Legislativa Regional, tendo estado reunido com o seu presidente, Francisco Coelho, e ainda o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

Falando aos jornalistas à saída do encontro com Coelho, e antecipando a sua visita ao DOP, o candidato apoiado pelo PS e pelo BE destacou a importância da investigação marinha para Portugal. “Os Açores dão uma grande projecção Atlântica à República Portuguesa, por isso é muito importante que haja um departamento como este para a investigação”. Para Alegre, os portugueses devem encarar o futuro com os olhos postos no mar, ao contrário do que tem acontecido: “nós esquecemo-nos do mar, e temos de o redescobrir”, entende.

Realçando o que considera ser a importância da autonomia para o desenvolvimento e aprofundamento da democracia, Alegre entende ser uma das funções do Presidente da República “contribuir para o reforço e avanço da autonomia e para as boas relações entre as regiões autónomas e a República, no que respeita à clarificação e reforço das competências legislativas, à dignificação do estatuto político-administrativo, à preservação e clareza das regras financeiras, e a uma boa relação institucional”, postura que o candidato promete adoptar no caso da sua eleição. Em relação a este assunto, Alegre deixou críticas ao actual Presidente da República, condenando Cavaco Silva por, numa visita à Madeira, não ter marcado presença no Parlamento Regional.

O candidato presidencial contestou ainda as reticências de Cavaco Silva quanto à marcação de datas para os debates televisivos. Para Alegre, esta postura do actual Presidente da República poderá ser um “artifício” para fugir ao debate. “Acho que um democrata não deve ter medo de um debate”, entende.

Falando da actual situação de crise que o país enfrenta, Manuel Alegre não se quis alargar em comentários sobre a excepção criada nos Açores em relação à anulação dos cortes salariais na função pública. O candidato frisou, no entanto, que a actual situação “é um problema político que deve passar pelo próximo Presidente da República”.

Amanhã, Alegre deverá rumar à Terceira.

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