Marinha cede motores para a lancha “Espalamaca”

0
7
DR

A “Espalamaca”, lancha que durante anos ligou as ilhas do Triângulo, em especial as ilhas do Faial, vai ser equipada com os motores da embarcação salva-vidas “Sota Patrão António Crista”.

Os motores foram cedidos a título gratuito pela Marinha Portuguesa.

A lancha “Espalamaca”, que está a ser recuperada nos Estaleiros Navais de Santo Amaro, na ilha do Pico vai voltar a navegar graças à Marinha Portuguesa, que cedeu a título gratuito os motores da embarcação salva-vidas “Sota Patrão António Crista”, recentemente abatida.
A cedência dos motores surge na sequência de uma solicitação feita pela Associação de Amigos do Canal, que pretende colocar a navegar de novo a lancha.
Segundo o comunicado emitido pela Autoridade Marítima, com o apoio da Capitania do Porto da Horta, o salva-vidas foi colocado na água e transportado com a ajuda da lancha da baleia “Walkiria”, que o levou a reboque até ao porto de Santo Amaro do Pico, onde os estaleiros de construção naval irão proceder à remoção dos motores e posterior instalação na “Espalamaca”.
A “Espalamaca” foi construída nos estaleiros navais de Santo Amaro, no Pico, e operou no Triângulo entre a década de 50 e 90, altura em que se encontrava já em avançado estado de degradação.
Como forma de preservar a memória desta embarcação que marcou a história de muitas gentes nas ilhas do Triângulo, o grupo parlamentar do CDS apresentou na Assembleia Legislativa dos Açores, uma proposta, no sentido de o Governo estudar a viabilidade de recuperação.
Recentemente a Secretaria Regional da Educação e Cultura considerou a recuperação da “Espalamaca” e adjudicou a sua viabilização pelo valor de setenta mil euros, mas apenas para fins museológicos e expositivos, por entender que não era viável colocá-la a navegar, atendendo aos elevados custos de manutenção.
No entanto, a Associação de Amigos do Canal, mobilizou esforços no sentido de conseguir voltar a colocar a “Espalamaca” a navegar “por entender que a embarcação “faz parte do imaginário marítimo ilhéu das gentes do Triângulo, em particular do Faial e do Pico”. 

g

 

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO