Marta Guerreiro sublinha “cariz histórico e cultural” do Festival Maré de Agosto

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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo sublinhou a importância do Festival Maré de Agosto pelo seu “cariz histórico e cultural”, já reconhecido pelos Açorianos e por turistas que procuram o arquipélago nesta época do ano, salientando “a diversidade do seu cartaz musical, com sonoridades vindas de várias partes do mundo”

Marta Guerreiro, que falava quinta-feira, em Santa Maria, na abertura da 35.ª edição deste festival, o mais antigo do país em continuidade, reforçou que se trata de um evento “importante” para os Marienses por ser “um dos principais momentos culturais da ilha ao longo do ano, trazendo artistas de muitas partes do mundo num programa que, todos os anos, não deixa de surpreender pela frescura e novidade de músicos que preenchem este palco durante três dias, e que com eles trazem a história de outros povos e enriquecem o programa cultural de Santa Maria”.

A titular da pasta do Turismo salientou ainda o “dinamismo económico que se gera ao longo destes dias, nomeadamente no que diz respeito ao setor do turismo, com alojamentos turísticos, rent-a-cars, empresas de animação turística marítimas e terrestres e restauração com grande procura”.

“O desenvolvimento do setor turístico da Região tem, obrigatoriamente, de envolver o estabelecimento de parcerias sempre focalizadas em iniciativas que articulem os objetivos da animação turística e da promoção externa, com vista a gerar fluxos de visitantes e a distribuí-los por todas a ilhas, de forma a ativamente contribuírem para o desenvolvimento não só sustentável, mas sustentado da indústria turística”, acrescentou.

Marta Guerreiro frisou que o Governo dos Açores mantém o seu apoio e continua a ser parceiro da Associação Maré de Agosto, “que tem mostrado conseguir elevar o nome deste importante festival, num tempo diferente daquele em que foi criado, mas sempre com a mesma dedicação e o mesmo empenho de o fazer acontecer com mais e melhor qualidade em nome de todos os Marienses e também daqueles que escolhem Santa Maria para passar uns dias de férias, aproveitando a diversidade habitual do cartaz da Maré de Agosto”.

Relativamente aos produtos turísticos da ilha, a Secretária Regional lembrou que “é possível conciliar” um dos cartazes musicais de referência na Região com outro tipo de produtos específicos de Santa Maria, apontando “o famoso mergulho com as jamantas, a visita à maior jazida de fosseis a céu aberto do Atlântico norte, os vários trilhos pedestres entre a serra e o mar, a degustação dos seus produtos típicos, como os enchidos, as meloas e os biscoitos de orelha, entre tantas outras experiências que a ilha mais sul do arquipélago proporciona aos seus visitantes com segurança e tranquilidade, caraterísticas muito procuradas pelos turistas”.

Na ocasião, Marta Guerreiro deixou uma mensagem à Associação Cultural Maré de Agosto pela forma como, ao longo de 35 anos, “conseguiu manter viva a história do Festival Maré de Agosto, adaptando o necessário aos desafios do futuro, seja pela escolha de palcos alternativos e atividades complementares em parceria com várias entidades da ilha, seja, por exemplo, pela utilização de materiais exclusivamente biodegradáveis e reutilizáveis durante os dias do festival”.

“Estamos perante uma história que só tem vindo a ser possível pelo envolvimento de todos os Marienses: os que todos os anos se voluntariam a título individual e todas as entidades parceiras que mantêm o seu apoio”, sublinhou a Secretária Regional.

O 35.º Festival Maré de Agosto decorre em Santa Maria, na Praia Formosa, até sábado, 24 de agosto, com um programa que inclui concertos, exposições, teatro, workshops e animação de rua, além de atividades de animação juvenil e ambiental.

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