A greve dos motoristas de matérias perigosas ultrapassou o âmbito corporativo, não apenas por se tratar de uma questão que tem um imediato e forte impacto na economia nacional. Está também em causa a influência que esta matéria possa ter nas eleições à Assembleia da República, face à proximidade deste acto eleitoral, para além de suscitar a discussão sobre a relevância pública e necessariamente política dos direitos sociais e do trabalho, com consequências para a forma como todos nós nos relacionamos com o Estado. Estamos, portanto, perante uma matéria perigosa.
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