Mel sólido, mel líquido

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Aurora Ribeiro
Aurora Ribeiro

Ver filmes no cinema, numa experiência partilhada com o restante público, é, hoje em dia, um ato de resistência. Poder dialogar depois com outros membros da audiência aquilo que sentimos e pensámos durante o filme é um privilégio cada vez mais raro. Até porque nem todos os filmes são dignos disso. E quando há um que o é, vale a pena pensar porquê. Na semana passada houve um filme assim no Faial: “A Terra do Mel”.

Nele, acompanhamos uma mulher que se dedica à produção artesanal de mel e a tomar conta da mãe doente. Tanto quanto nos é dado a ver, Hatidze e a mãe vivem sozinhas numa aldeia abandonada na Macedónia do Norte. A certo ponto chega uma família de nómadas que parecia poder trazer vida e alegria ao lugar mas cujo propósito de fazer negócio a partir do mel, com métodos mais agressivos, vem afinal perturbar o frágil equilíbrio ambiental da terra do mel.

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