Mercados reconheceram “gestão rigorosa” das finanças dos Açores

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O Governo dos Açores considerou hoje que a operação de dívida emitida pela região demonstrou que os mercados internacionais reconheceram a “gestão rigorosa” das finanças regionais, apesar dos “constrangimentos” provocados pela covid-19.

Mais uma vez, os mercados financeiros internacionais vieram reconhecer a gestão rigorosa das finanças públicas regionais. Mesmo num ambiente internacional bastante adverso, com constrangimentos provocados pela atual pandemia, que afeta a economia mundial”, afirmou o vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, citado em nota de imprensa.

Segundo o titular da pasta das Finanças na região, as “finanças públicas dos Açores passaram com distinção em mais esta avaliação dos investidores internacionais”, o que resulta em “benefícios claros para a região e para os Açores”.

Os Açores emitiram dívida no valor de 285 milhões, com vencimento até 2026 e com juros de 0,603%, numa emissão que atraiu um “forte interesse internacional”, foi hoje anunciado.

Fonte do setor bancário disse à Lusa que a região regressou na segunda-feira ao mercado da dívida com uma “emissão sindicada de obrigações a seis anos”, no montante de 285 milhões de euros e com um “cupão de 0,603%”.

O vice-presidente do executivo assinalou que o “grande interesse dos investidores externos” provocou uma “procura seis vezes superior à oferta”, permitindo à região reduzir as taxas de juro.

“Ou seja, em apenas duas horas, nos mercados financeiros internacionais, os investidoresdisponibilizaram 1,7 mil milhões de euros de euros de oferta de financiamento, quando a região tinha apenas solicitado 285 milhões de euros”, frisou.

Segundo Sérgio Ávila, a taxa de juro a seis anos no valor de 0,603% é o valor “maior mais baixo que até hoje ocorreu na região”, considerando a operação um “grande êxito“.

“Como foi hoje mais uma vez comprovado, o sucesso desta operação resulta da boa imagem das finanças públicas da região nos mercados financeiros internacionais e do nível do rating da região, que foi confirmado recentemente como nível de investimento”, afirmou.

A emissão agora anunciada tem vencimento em 21 de julho de 2026 e a colocação foi “integralmente feita junto de investidores profissionais e contrapartes elegíveis nacionais e internacionais”.

Segundo a mesma fonte bancária, a procura pela dívida atingiu 1,7 mil milhões de euros em “apenas duas horas”, valor que “equivale a cerca de seis vezes a oferta”.

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