Mestre Simão foi apresentado ontem

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O estalar da garrafa de champanhe, à primeira, contra o casco do novo navio é bom agouro para as muitas viagens que se espera que o Mestre Simão venha a fazer entre as ilhas do Grupo Central. Coube a Fernanda Ramos, filha de Manuel Alves – o “mestre Simão”, figura de referência do transporte marítimo entre o Faial e o Pico -, ser a madrinha do barco do qual o seu pai é patrono, que foi benzido e apresentado ao público no passado domingo.

Com capacidade para 333 passageiros e oito viaturas, o Mestre Simão deverá começar a operar em 2014, altura em que também já deverá estar nos Açores o Gilberto Mariano, o outro navio para o transporte marítimo no Grupo Central, com capacidade para 287 passageiros e 12 viaturas, que deverá chegar em dezembro.

Os dois navios representam um investimento de 18,5 milhões de euros e vêm substituir os velhinhos cruzeiros, que contam com quase 30 anos de atividade. De acordo com o presidente do Governo Regional, os novos navios são essenciais para a “revolução tranquila” que considera que se está a operar no transporte marítimo regional. Nesta lógica, Vasco Cordeira lembra também os investimentos que têm sido feitos nos portos do Triângulo, zona da região onde a realidade arquipelágica é mais visível, e anunciou para breve o lançamento do processo de construção de mais dois ferries para o transporte de viaturas e pessoas, maiores que estes, que irão servir todo o arquipélago.

O investimento no transporte marítimo, diz o presidente do Executivo Regional, visa “concretizar a criação de um verdadeiro mercado interno açoriano”, até porque o Mar “é a única resposta possível como caminho para o cumprimento desse desígnio”.

Transporte de viaturas e mais qualidade no transporte de doentes são mais-valia

Vasco Cordeira destaca a melhoria das condições do transporte de passageiros que os novos navios vêm trazer. A possibilidade de transporte de viaturas, que não existe nos cruzeiros, vai ao encontro do objetivo de “construção de um mercado interno com inegável benefício para a economia” do Triângulo. Além disso, passará a ser possível embarcar ambulâncias, o que permite mais conforto aos doentes que viajam entre o Pico e o Faial. Nos casos em que não seja necessário o transporte de ambulância, o Mestre Simão conta com uma enfermaria devidamente preparada.

 

 

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