Ministra deseja reforço de verbas europeias para cooperação com Andaluzia

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A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, disse hoje que deseja ver reforçadas as verbas da Comissão Europeia para a cooperação transfronteiriça com vista à atualização da estratégia da eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, apontando para a importância das questões ambientais.

A governante falava após uma reunião com o chefe do governo andaluz, Juan Manuel Moreno, no Ministério da Coesão Territorial, em Lisboa.

“Estivemos a falar um pouco da atualização da estratégia da eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia, […] no contexto de um novo quadro comunitário em que nós desejamos ver reforçadas as verbas da cooperação transfronteiriça”, salientou Ana Abrunhosa.

Aos jornalistas, a ministra indicou que foram discutidos novos desafios a nível ambiental, bem como as ligações ferroviárias e rodoviárias, firmando um compromisso de cooperação.

“[Que a estratégia] tenha em conta os novos desafios que hoje nós temos de competitividade, nomeadamente as questões ambientais de gestão de recursos hídricos, as questões das ligações quer ferroviárias, quer rodoviárias”, apontou.

Para Ana Abrunhosa, o compromisso com a região espanhola da Andaluzia tem por base o trabalho, a cultura, a língua e os projetos de investigação e competitividade ligados à economia azul, ao agroalimentar e à aeronáutica.

No entanto, a ministra não avançou com valores para a atualização da estratégia da eurorregião, afirmando que em breve haverá uma reunião na Andaluzia para dar início ao compromisso político inter-regional.

“Nós estamos neste momento ainda a negociar as verbas do próximo quadro comunitário. Portanto, desejavelmente gostaríamos que esta área de cooperação transfronteiriça – não só em termos estratégicos, mas também em termos de pacote financeiro – viesse a ser reforçada”, sublinhou.

Ana Abrunhosa assegurou ainda que com a oportunidade do novo Fundo de Transição Justa da União Europeia há possibilidade de as regiões fazerem candidaturas diretamente aos fundos geridos pela Comissão Europeia.

Com a aplicação aos fundos da Comissão Europeia, a ministra conta em alimentar a estratégia transfronteiriça com “projetos comuns, de mãos dadas” com a região da Andaluzia.

O Fundo de Transição Justa, apresentado recentemente, é uma de concretizar o Pacto Ecológico Europeu, destinado a criar uma economia competitiva e que trave as alterações climáticas, passando, por exemplo, pela reconversão da indústria de produção de energia com base em combustíveis fósseis.

Em acusa estão 7,5 mil milhões de euros para promover investimento público e privado.

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