Mudar

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    Nos sistemas políticos democráticos a alternância do poder é normal e saudável. Em Democracia o menos comum, embora legitimo, é a falta de rotatividade na alternância do poder e a perpetuação na governação, por largos anos, do mesmo partido politico. Nas regiões de menor dimensão, e no caso dos Açores com vasta dispersão geográfica, a tendência para a prolongada manutenção no poder da mesma força partidária acentua-se, em parte, pela reduzida escala do movimento de massas, por conformismo, por comodismo, pelo grande peso da empregabilidade no aparelho governamental, pelo efeito da subsidiodependência, por interesses instalados de ordem vária, com receio de que a mudança traga alterações aos hábitos e práticas instaladas das quais já se conhecem todos os atalhos e contornos. Mas mudar, tendo em conta o bem coletivo e o desenvolvimento do todo regional, também tem vantagens porque refresca a Democracia, permite novas ideias e atitudes, renova e introduz novos objetivos ou dinâmicas na governação. Não há razão para ter receio de mudar porque na nossa região não se corre o risco de forças de ideologias extremas assumirem o poder e os partidos do “arco da governação” são moderados e disso já deram prova. Não nos devemos esquecer que no nosso sistema democrático há eleições de quatro em quatro anos, oportunidade de julgar, e de mudar se for essa a livre vontade da maioria do povo açoriano.

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