Museu dos Baleeiros – Avelino Meneses anunciou que está a ser ponderada a alteração da museografia

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Na sessão plenária que terminou ontem na cidade da Horta, o Secretário Regional da Educação e Cultura anunciou que o Governo está a ponderar a alteração da museografia do Museu dos Baleeiros, nas Lajes do Pico.

 Avelino Meneses, que intervinha no debate sobre identificação do processo e técnicas de construção do bote baleeiro, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PS, salientou que, com esta alteração, procura-se que, para além da ”invocação da memória baleeira ilhoa”, jamais se “olvide uma referência ao envolvimento arquipelágico”.

Segundo Meneses “o processo de classificação da chaminé industrial da antiga fábrica das Armações Baleeiras de S. Miguel e a musealização da antiga fábrica da baleia do Boqueirão, nas Flores, um projeto da Sociedade Ilhas de Valor, diz bem do intento de recuperação das estruturas e apetrechos da baleação como património dos Açores”, disse.

 O governante lembrou o trabalho desenvolvido nos Açores com a aprovação de legislação específica a partir de 1998, no capítulo da inventariação, recuperação, preservação e utilização deste património, que no seu entender, “corresponde a um dos mais emblemáticos processos de reabilitação de património das últimas décadas” desenvolvido em Portugal.

O secretário não esqueceu o papel e o interesse manifestado pelas populações que muito tem contribuído para esta preservação. “Esta situação resulta em muito, do entusiasmo das populações, enquadradas pelas próprias autarquias, mas muitas vezes espontaneamente organizadas em associações de cidadãos”.

Na sua intervenção, Avelino Meneses destacou ainda o trabalho do OMA na inventariação do Património Baleeiro, referindo-se à recente publicação em diferentes suportes do inventário do património baleeiro imóvel dos Açores, “esse inventário serve agora de sustentáculo à definição de uma estratégia de salvaguarda geral para todo o arquipélago, para cada uma das nossas ilhas”.

 O Secretário Regional da Educação e Cultura, que reconheceu a “singularidade” do bote baleeiro micaelense, com apenas uma unidade no ativo, dado constituir, “em parte, uma derivação da baleeira norte-americana, sem a introdução de outras caraterísticas que decorreram nas demais ilhas dos Açores”, considerou.

 

 E considerou que a proposta em discussão no plenário e que foi aprovada por unanimidade, constitui “mais um contributo” para o estudo da baleação nos Açores e “mais uma prova das afinidades atlânticas de toda a nossa história”.

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