Músicos Açorianos propõem desafio de “karaoke” de música tradicional

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Nesta fase complicada que o mundo atravessa os profissionais das artes têm promovido diversas iniciativas para ajudar a suportar melhor o isolamento social em que vivemos: concertos em directo, declamação de poesia, lançamento de músicas alusivas à pandemia mundial, “sketches” humorísticos, entre outros.

Nos Açores, logo nos primeiros dias de isolamento, a 19 de Março, surgia o desafio de um “Karaoke” com música tradicional Açoriana, começando com os “Olhos Pretos”, moda tradicional da Ilha Terceira. 

O desafio partiu do músico Rafael Carvalho, com um vídeo colocado nas redes sociais apenas com a Viola da Terra e a letra da música para quem quisesse cantar. De imediato, no Pico, o músico Hélder Bettencourt sugeriu acrescentar o Clarinete. Seguiu-se depois, na Ilha Terceira, o músico Antero Ávila com o Baixo, tendo já sido lançados desafios posteriores com “A Lira”, “Rema”, “Chamarrita de São Miguel”, Sol Baixo” e, por último, “Pezinho do Pico”. 

A iniciativa teve sucesso quase imediato com várias pessoas, em várias Ilhas, a gravarem vídeos a cantar essas modas tradicionais ao som da base instrumental com Baixo, Clarinete e Viola da Terra. Joana Loura, Helena Castro Ferreira, Mariana Pinheiro, foram as primeiras a juntar a sua voz. Timidamente começaram também a surgir vozes masculinas com Pedro Cimbron, José Pacheco ou Luís Carreiro, entre outros. 

Esta forma de ultrapassar a barreira geográfica das Ilhas e dos limites das nossas casas tem ajudado, pela música, a enfrentar de melhor forma os dias de “quarentena”, mantendo as pessoas activas e com uma forma de relacionamento através da nossa música tradicional. 

O momento é de grande incerteza em relação a tantas vertentes profissionais, sendo a área artística tremendamente afectada, e é importante manter uma mensagem de união da classe e de afirmar que está presente, mesmo nos piores momentos. 

A iniciativa, segundo Rafael Carvalho, já excedeu em muito o objectivo inicial, e tem contribuído para a valorização e “revisitação” da nossa música tradicional Açoriana, despoletando ainda muitas outras iniciativas do género na Região. 

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