Na Homenagem a Rui Dowling, José Decq Mota lançou desafio para o Mundial de 2020, em Los Angeles

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DR-CNH

Os feitos recentemente alcançados por Rui Dowling, velejador do Clube Naval da Horta
(CNH), são motivo de orgulho para o atleta mas, também, para esta instituição náutica,
para a Ilha do Faial, a Região Açores e para Portugal.

No espaço de 15 dias, Rui Dowling sagrou-se Campeão Nacional e Europeu 2019 da Classe Hansa 2.3 (Vela Adaptada), na Cidade Europeia do Desporto: Portimão.Para comemorar estas vitórias, a Direcção do CNH organizou uma Sessão de Homenagem ao duplo Campeão e a toda a Equipa desta Classe, de que fazem parte os atletas Libério Santos e Lício Silva. Na celebração festiva, que decorreu na noite desta sexta-feira, dia 18, na Sala Peter, na cidade da Horta, estiveram presentes amigos e familiares dos velejadores da Classe Hansa 2.3, Colaboradores, Funcionários, Dirigentes e Sócios do CNH; bem como João Duarte, Treinador da Classe Hansa do CNH; Nilzo Fialho Terapeuta da APADIF e Luís Paulo Moniz, Sócio e Colaborador do Clube, tendo estes dois últimos integrado a Logística do CNH no Campeonato Europeu.

Neste ambiente amigo pontuavam, também, entidades convidadas, designadamente
Filipe Menezes, Vereador da Cultura, em representação do Presidente da Câmara
Municipal da Horta; José Fialho, Presidente da Associação de Pais e Amigos dos
Deficientes da Ilha do Faial (APADIF), parceira do CNH; Bruno Leonardo, Director do
Serviço de Desporto da Ilha do Faial; Armando Castro, Director da Marina da Horta;
Paulo Guerreiro, Adjunto do Capitão do Porto da Horta, em representação deste; e Jorge
Macedo, Presidente da Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA).

A Sessão de Homenagem começou com a visualização de um vídeo relativo ao
Europeu, com imagens captadas por Nilzo Fialho e Luís Paulo Moniz, com montagem
de Artur Filipe Simões, do Gabinete de Comunicação do CNH.Na sua intervenção, José Decq Mota, Presidente da Direcção do CNH, destacou que os títulos agora conquistados por este “excelente velejador do CNH” são merecedores de “profundo apreço por parte do Clube Naval da Horta e de toda a sociedade faialense”. “Muitos e muitos parabéns, Rui! Faço votos de que a tua determinação e capacidade continuem a afirmar-se”, sublinhou este Dirigente, frisando o facto de esta ter sido “a primeira vez” que um atleta do CNH conseguiu alcançar tal resultado num Campeonato Europeu de Vela.

Classe Hansa nasce da parceria entre APADIF e CNH Fazendo uma retrospectiva, o mais alto Responsável pelos destinos do CNH lembrou que a Classe Hansa existe e é praticada no CNH porque em 2011 foi estabelecida uma parceria entre a APADIF e o CNH, que lançou o Projecto “Vela para Todos – Faial sem Limites”, iniciativa essa que enquadrou e enquadra esta actividade desde o início. “Ao referir este facto, tem de ser dito, com todas as letras, que este projecto de implantação no Faial da Vela Adaptada a cidadãos com mobilidade reduzida tem um autor, que soube planear, que soube apresentar o projecto, que soube atrair o interesse do CNH e da APADIF, que soube atrair e entusiasmar colaboradores e que
soube, muito especialmente, envolver no projecto aqueles que são hoje os nossos
excelentes velejadores da Classe Hansa: estou a falar, obviamente, de João Manuel de
Freitas Duarte, que teve a clarividência de saber juntar a sua preparação e experiência
profissional à sua capacidade como velejador que é desde miúdo”, enalteceu José Decq
Mota, que prosseguiu dizendo: “É necessário referir que o sucesso deste Projecto estámuito ligado à determinação e empenho dos velejadores, à capacidade de convivência
pessoal e desportiva e à inter-ajuda que, especialmente na Classe Hansa 2.3, é muito
visível e em boa parte responsável pelos meritórios resultados que todos eles têm
atingido. O envolvimento do Libério Santos, do Lício Silva e do Rui Dowling, que são
os velejadores de competição em Hansa 2.3, tem sido muito forte e valioso e, por isso,
determinante na obtenção de resultados crescentes e excelentes”.muito ligado à determinação e empenho dos velejadores, à capacidade de convivência
pessoal e desportiva e à inter-ajuda que, especialmente na Classe Hansa 2.3, é muito
visível e em boa parte responsável pelos meritórios resultados que todos eles têm
atingido. O envolvimento do Libério Santos, do Lício Silva e do Rui Dowling, que são
os velejadores de competição em Hansa 2.3, tem sido muito forte e valioso e, por isso,
determinante na obtenção de resultados crescentes e excelentes”.

“Pode e deve dizer-se que a existência no Clube Naval da Horta de um grupo de
velejadores de Hansa 2.3, que adquiriu muita qualidade, que é muito bem orientado
tecnicamente, que tem todos os apoios logísticos necessários e que é acompanhado,
permanentemente, pelos serviços de gestão desportiva, administrativos e técnicos do
Clube, gerou as condições indispensáveis à obtenção deste prestigiado título de
Campeão Europeu e de dois títulos de Campeão Nacional arrecadados por Rui Dowling,
tendo o primeiro sido em 2016 e o segundo agora em 2019”, ressaltou este Dirigente,
finalizando desta forma o capítulo da rectaguarda existente: “É fundamental ter presente
que a acção permanente do Treinador João Duarte, do Terapeuta Nilzo Fialho, que
enquadram, de forma totalmente benévola, a actividade de treino e competição da
Classe Hansa (2.3 e 303) no CNH; que a colaboração voluntária, quer em treinos, quer
nas competições, de desportistas do CNH, com destaque, de entre outros, para Luís
Paulo Moniz, António Pedro Oliveira e Patrícia Lourenço; que o envolvimento global

dos Funcionários Armando Oliveira, Diogo Nunes e Diogo Mendonça na preparação,
manutenção e conservação da nossa frota de barcos Hansa, são factores que, juntos,
muito contribuem para o assinalável sucesso desta Classe no nosso Clube, sucesso esse
que gerou títulos nacionais e europeu”.

Constituição da frota (entre 2012 e 2014) contou com diversos apoios José Decq Mota aproveitou esta ocasião para lembrar como aconteceu a implementação da Classe Hansa no CNH e a constituição da (actual) frota de 5 barcos Hansa: “Estávamos em 2011/12 e a crise que abalava Portugal também afectava fortemente o associativismo desportivo; os apoios estavam a diminuir e alguns foram mesmo suspensos, o que dificultava fortemente a aquisição de barcos. Entretanto, a forma como o Projecto “Vela para todos – Faial sem Limites” foi concebido e apresentado à sociedade e às instituições, suscitou um claro sentido de solidariedade que veio a resolver a determinante questão da aquisição de barcos. Assim, o primeiro 303, depois de uma memorável apresentação do Projecto, foi oferecido pela Academia do Bacalhau do Faial, que, durante meses, angariou fundos para o efeito nos seus jantares mensais. Os dois barcos 2.3 de um lugar foram comprados, em muito bom estado, com financiamento da Câmara Municipal da Horta, da APADIF, do CNH e com donativos pessoais de um conjunto largo de Deputados Regionais do Partido Socialista (PS) e de diversos anónimos; o 2.3 de dois lugares e o segundo 303 resultaram do sucesso da nossa candidatura a um concurso que a Fundação EDP criou e que visava apoiar
instituições de apoio a cidadãos com deficiência. Esta frota, constituída entre 2012 e
2014, tem sido muito bem mantida e constitui um importante instrumento de integração
de pessoas com deficiência e de desenvolvimento da competição de atletas com
mobilidade reduzida”.

“Vela para Todos” com vertente competitiva e de ocupação dos tempos livres
O Presidente do único Clube dos Açores com Vela Adaptada no activo sustentou
que o Projecto “Vela para Todos – Faial sem Limites” foi concebido, desde o início,
com duas vertentes: a competitiva – que foi criada e existe, sendo da responsabilidade
do CNH – e a de ocupação de tempos livres, destinada a portadores de multideficiência
que, durante mais de 3 anos movimentou, “com muito sucesso”, dezenas de utentes da
APADIF, do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) da Santa Casa e de outras
instituições. Inicialmente funcionava duas vezes por semana e posteriormente três, em
horário laboral, atendendo a que se tratava de utentes de instituições com horários
normais.

O CNH preparava os barcos, assegurava as embarcações de apoio e, de forma
conjunta, João Duarte e Nilzo Fialho, profissionais protocolados com o Instituto de
Segurança Social dos Açores (ISSA), desenvolviam, nesses horários, esta vertente
“muitíssimo útil” do Projecto “Vela para Todos – Faial sem Limites”.

Plenitude do Projecto “Vela para Todos – Faial sem Limites” para quando?

José Decq Mota: “Prefiro pensar e dizer que está suspensa essa vertente do Projecto (…) e
esperar que as entidades (…) voltem a reconhecer que esta actividade (…) é de enorme
importância para a valorização pessoal destes utentes”

“Tudo isto foi estabelecido entre a APADIF, as restantes instituições, o ISSA e o
Projecto. Tudo isto funcionou de forma excelente, foi observado e elogiado, de forma
sentida, por governantes da área. Tudo isto gerava uma enorme felicidade a esses
portadores de multideficiência que vinham, regularmente, ao longo do ano, andar à
Vela”, recordou José Decq Mota, que se questiona: “Tudo isto acabou, nunca percebi
bem porquê!” Prefiro pensar e dizer que está suspensa essa vertente do Projecto “Vela
para Todos – Faial sem Limites” e esperar que as entidades, as instituições e as pessoas
envolvidas voltem a reconhecer que esta actividade, desenvolvida por dois técnicos do
ISSA, de grande qualidade na área, é de enorme importância para a valorização pessoal
dos seus utentes. Quando me for dada a notícia de que essa ocupação de tempos livres
para multideficientes, com barcos de Vela Adaptada, vai recomeçar, então poderei
responder aos vários utentes com quem me cruzo e perguntam: “Quando é que há
Vela?”, direi: “É para a semana que vem!” Só assim, este Projecto Faialense voltará à
sua necessária plenitude!”

Apoios não chegam para participar nas PAN De realçar que a participação do CNH neste Europeu, realizado em Portimão, foi possível graças ao protocolo que a APADIF estabeleceu com a Secretaria Regional da Solidariedade Social bem como com um celebrado com a Câmara Municipal da Horta, entidades a quem José Decq Mota agradeceu.

Quanto aos Campeonatos Nacionais em que esta instituição náutica faialense
tem participado – incluindo o que foi organizado pelo CNH em 2014, realizado na
Horta – a participação do Clube foi coberta com orçamento próprio, sendo que uma das
receitas desse montante é constituída pelo valor de um Contrato-Programa com a
Direcção Regional do Desporto (DRD), relativo à Vela Adaptada. “Mas é preciso ter
presente que só nos é possível usar esse valor para cobrir parte da despesa que se tem
com o Nacional, porque o Treinador e o Terapeuta desenvolvem a sua actividade de
treino e competição no CNH de forma benévola, sem cobrar qualquer quantia”,
sustentou este Dirigente, que defende: “Poderíamos e deveríamos, ainda, participar nas
duas Provas de Apuramento Nacional (PAN), que são realizadas anualmente, mas a
exiguidade orçamental, associada à ausência de apoios específicos para este tipo de
competição, têm determinado a impossibilidade de competir”.

Em contexto de agradecimentos, o Presidente da Direcção do CNH registou
publicamente o apoio dado pela ARVA à participação do Clube nos Campeonatos
Nacional e Europeu, “não só cedendo o barco de apoio, o que é habitual, mas
responsabilizando-se pelo custo do transporte dessa embarcação e dos barcos Hansa,
que foram emprestados para Portimão, e regresso a Lisboa”.

José Decq Mota endereçou palavras de reconhecimento aos Atletas e a toda a
Equipa da Classe Hansa do CNH, garantindo que “podem contar sempre com o esforço
da Direcção e de todo o pessoal do Clube”. “Olhamos para todos vós como um exemplo
de dedicação, esforço e capacidade e agradecemos, reconhecidamente, o que a vossa
actividade e sucesso representam para a valorização da nossa Terra e do nosso Clube”.

“Se houvesse patrocinadores, faríamos boa figura no Mundial, em Los Angeles”
Sempre de olhos voltados para o futuro, o timoneiro do mais dinâmico Clube
Naval dos Açores, revelou que o próximo Campeonato Europeu será daqui a 3 anos, no
estrangeiro. “Penso que, detendo nós o título de Campeão Europeu em Hansa 2.3, se
torna necessário encontrar o modo de financiar a participação do CNH nessa
competição”, avivou este Responsável, lembrando que, entretanto, o Mundial da Classe
Hansa se realizará em 2020, na cidade americana de Los Angeles. “Se houvesse
patrocinadores, tenho a certeza de que faríamos boa figura!”, afiançou José Decq Mota.
Títulos alcançados vão ficar registados Na recta final da sua intervenção, este Dirigente comunicou a todos os presentes que a Direcção do CNH irá propôr, na próxima Assembleia-Geral, a aprovação, nos termos estatutários, “de medidas que registem, valorizem e consagrem a importância dos títulos alcançados pelos Hansa do CNH e a importância do Projecto “Vela para todos – Faial sem limites”, resultante da parceria APADIF/CNH”.
Rui Dowling agradece aos amigos e à família

Rui Dowling com a família: o Campeão ostenta o título arrecadado no Europeu e o
sobrinho a Taça do Nacional Convidado a dizer umas palavras, o grande homenageado da noite louvou esta iniciativa do CNH, o que “muito” o sensibilizou. Rui Dowling agradeceu à sua família e enalteceu, reconhecidamente, o apoio do Clube Naval da Horta, “uma máquina bem oleada”, ressaltando “o trabalho empenhado” da Equipa que acompanhou os velejadores do CNH ao Nacional e ao Europeu.

“Foco-me nas capacidades dos velejadores, devalorizando a deficiência”
João Duarte, Treinador da Classe Hansa do CNH, assinalou que “agora é
momento de festejar e felicitar o Rui pelas vitórias mas vai ter de haver tempo para
fazer o balanço a estes 8 anos de actividades do Projecto “Vela para todos – Faial sem
Limites”, no sentido de perspectivar pelo menos os próximos 8 anos”.

João Duarte: “É preciso perspectivar os próximos 8 anos do Projecto “Vela para todos –
Faial sem Limites” Este Técnico destacou o percurso de Rui Dowling na vertente de competição, lembrando que os outros dois velejadores – Lício Silva e Libério Santos – também estão nesta iniciativa desde o início. E em tom de brincadeira afirmou que “estes três atletas parecem um canivete suíço”, fazendo o retrato de cada um, enquanto velejadores.” Com mar chão, o Rui era o mais rápido na frota do Europeu, um Campeonato com muito pouco vento ou vento no limite. O Rui é um excelente velejador pelas suas
características: suporta ventos muito fortes em baías abrigadas, tendo mesmo já velejado
com ventos de 27 nós, encontrando na ondulação o seu condicionalismo.

O Libério aguenta tudo: vento, ondulação, tendo conseguido descobrir-se em situações
de menos vento.
O Lício reúne o melhor das características dos dois colegas. Os três merecem e todos
têm capaciade para vencer em diferentes condições e contextos.
Esta foi a 4ª vez que a Classe Hansa do CNH foi a Portimão – por isso, já somos todos
algarvios – mas desta vez a frota deparou-se com condições muito exigentes e correntes
fortíssimas.
O Rui esteve sempre muito focado e determinado. Como tal, desde o princípio do
Campeonato Europeu que acreditei que ele ia ganhar e lá no fundo ele também
acreditava o mesmo. Houve regatas muito renhidas, pelo que este foi um Europeu muito
sofrido do ponto de vista emocional. O campo de regatas todos os dias se apresentava
muito diferente.

Todos os presentes demonstraram que, tal como João Duarte, também acreditam nos
velejadores e no seu Projecto Desde 2011 que sempre soube que se estes velejadores fossem a um Europeu iam trazer medalhas, pelo que estes resultados me deixam feliz mas não surpreendido, atendendo a que conheço a frota e sei do que são capazes.

Com o pouco vento registado, tanto o Libério como o Lício não podiam fazer mais e a
lesão que o Lício sofreu e que o impede de estar hoje aqui connosco, aconteceu em terra
e não em competição no mar.

Este foi um Campeonato da Europa com muitas peripécias, desde a chegada a Faro, em
que tivemos de ficar no aeroporto até de manhã à espera do autocarro passando pelo
facto de eu me ter enganado na interpretação do percurso – e por consequência também
os enganei – no primeiro dia de regatas mas mesmo assim eles não me bateram muito”.
João Duarte recordou, igualmente, “os excelentes resultados” obtidos no Nacional, em que Rui Dowling também se sagrou Campeão e Libério Santos ficou no 3º lugar do pódio. Lício Silva ficou foi 4º classificado mas com o mesmo número de pontos do colega Libério. “O Lício ficou fora do pódio e mostrou-se chateado por isso, o que é bom, pois revela que é competitivo”, referiu o Treinador.

Rui Dowling: único velejador do Mundo com osteogenese imperfeita Como profissional que é, tanto na sua actividade física como no mundo da Vela, além da sensibilidade que tem demonstrado no trabalho realizado com os “seus” atletas, João Duarte desvaloriza a deficiência, focando-se nas capacidade e possibilidades dos velejadores da Classe Hansa.

Este Técnico revelou que “Rui Dowling é o único velejador do Mundo com osteogénese
imperfeita [doença congénita, que se caracteriza por fractura frequente dos ossos, quer
espontânea, quer por traumatismos mínimos e que, segundo se sabe, existe desde a mais
remota antiguidade]. Ele consultou um avaliador internacional, que ficou surpreendido
com o facto de conseguir fazer Vela.

Quero, por isso, notar, que 90 por cento dos resultados alcançados representa trabalho
do velejador. Só os restantes 10 por cento se traduzem no apoio da Logística. Aliás, o
único aspecto que difere aqui é precisamente a Logística. Eles são como condutores da
Fórmula 1: colocamo-los nos barcos e só fazem Vela. A outra parte fica para a Equipa
de Apoio”.

“A palavra “impossível” foi retirada do nosso dicionário”

José Fialho: “Esta vitória é o reconhecimento do trabalho desenvolvido e a confirmação de
que os malucos que começaram este Projecto tinham razão!”

Convidado a proferir umas palavras, José Fialho, Presidente da APADIF – ele
próprio um exemplo de persistência e tenacidade no caminho que há décadas trilha no
sentido de esbater as diferenças no Faial – confessou que enquanto esperava no
aeroporto pela comitiva que chegou este domingo (13) de Portimão, deu consigo a
pensar na peregrinação feita para implementar este Projecto. “Bati a muitas portas com
o colega João Duarte e certamos que quando virávamos costas nos chamavam malucos.
E sonhámos, porque sonhar não é pecado! Uma das portas em que batemos foi à do
Clube Naval da Horta, tendo o Presidente da altura, Fernando Menezes, manifestado
grande aceitação relativamnte a esta proposta. Nessa altura, o grupo ganhou mais um

maluco e o Projecto ganhou forma. Conseguimos reunir o necessário para arrancar e a
“Vela para todos – Faial sem Limites” constituiu um desafio para a APADIF e para o
CNH mas ainda mais para os velejadores. A palavra “impossível” foi retirada do nosso
dicionário, fazendo com que todos acreditassem nas potencialidades.

Mas se no tempo de Fernando Menezes encontrei apoio para este Projecto, tenho de
realçar que com o amigo José Decq Mota o CNH continuou de portas abertas, tendo
sido dado passos muito seguros nas várias presidências dele.
Todo este percurso foi e é fundamental para que possamos ter aqui estes grandes heróis,
sim, porque eles são o mais importante nisto tudo. Ouvir o Hino Nacional neste
Europeu foi algo de arrepiante!

Esta vitória é o reconhecimento do trabalho desenvolvido e a confirmação de que os
malucos que começaram este Projecto tinham razão!
Sinto que os faialenses estão connosco assim como as nossas autoridades, que
patrocinaram a deslocação ao Europeu. Estamos todos unidos em prol de um Projecto
que faz a diferença em qualquer sociedade”.

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