Início Artigos de opinião Armando Amaral na SENDA do AVÔ TEÓFILO

na SENDA do AVÔ TEÓFILO

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Pelo “Tribuna das Ilhas” fiquei a saber da oportuna e louvável iniciativa de Ana Marisa, em dotar a cidade-mar açoriana da primeira “guest house”, no Faial. Oportuna, por no tempo em que a Região Açores, de Santa Maria ao Corvo, está interessadamente virada para o turismo; louvável, por os faialenses serem afeitos a coisas novas. Aliás, o caso da filha de Carlos Goulart que foi membro saliente de prometedora geração, e neta do também saudoso Teófilo Ferreira Garcia que se impôs no meio citadino, como comerciante e industrial. Um patrício, como eu nascido na Praia do Almoxarife e que veio para as Angústias, instalando-se em loja de movimentada rua, onde, partindo do zero, criou uma Empresa que viria a ser grande. Não passaram até muitos anos, para o vermos sentado a mesa junto a escada para o 1º. andar, seguindo empenhadamente os activos empregados em espaço que ia crescendo, à medida que lojas contíguas surgiam. E a tal ponto que poder-se-ia parafrasear anúncio comercial que passei a ouvir nas rádios terceirenses quando, há trinta anos, vim para Angra do Heroísmo: Ande por onde andar, ao Teófilo vai parar. Abriu também uma oficina de carpintaria na Rua do Meio, onde trabalhavam bons artistas. Por sinal, foi na dita que completei a mobília, em castanho, do quarto de cama que ficara apenas pelo leito e mesinhas de cabeceira, aquando do casamento com a Maria João, Não lhe passou ainda despercebido o interesse geral por tudo quanto tivesse rodas. A propósito, ficou célebre negócio com certo cliente: Começou com a venda duma bicicleta; depois a troca desta por uma moto que, por fim, foi substituída por automóvel. Não será preciso recordar que foi notícia durante semanas das Angústias à Conceição, e tão falado foi que passado meio século ainda hoje é lembrado, pelo menos, eu ainda não o esqueci… Tive também o gosto de ter com ele participado num Curso de Cristandade, em que melhor fiquei a conhecer as suas qualidades humanas, não tivesse sido um digno paroquiano devoto de Nossa Senhora das Angústias Voltando à “guest house”, a confirmar o antigo e sempre actual provérbio “filho de peixe …” conquanto este breve escrito não passe de gota de água no oceano que foi a vida do avô Teófilo de Ana Marisa em cuja senda se lançou, e a quem desejamos os maiores êxitos em moderna valência da hotelaria, que é a “Casa da Baía”, nome assaz ligado ao Turismo, tento mais que a Baía, para onde está voltada, faz parte do Clube das mais belas do mundo. TERCEIRENSE CAMPEÃO EUROPEU De fins de Junho a meados de Julho, o Campeonato da Europa em Futebol dominou a vida dos portugueses do Minho ao Corvo, e com extraordinária repercussão nas comunidades lusas das Américas até Timor. É que se tratou de um feito muito desejado, uma vez que Portugal nunca havia conquistado um titulo mundial, na modalidade em apreço. Aliás, bem expressa na vibrante maneira como saudaram a vitória da Equipa das Quinas, assim denominada desde o Estado Novo e que continua a ser chamada, muito embora as cinco moedas bíblicas tenham sido mudadas das camisolas brancas ou encarnadas para o emblema federativo. De registar o facto de Fernando Santos não ter perdido qualquer jogo e de acreditar que ganharia a final mesmo após resultados menos favoráveis o que causava estranheza. Mas o que é certo é que ganhou o ultimo desafio, no Estádio de France em Paris, à equipa francesa por 1-0, golo marcado por Éder no prolongamento. E o seleccionador, não escondendo sua fé, sem misturas com desporto, já tinha até bilhete de regresso. Naturalmente satisfeitos com a vitória de Portugal e do terceirense Eliseu ser Campeão Europeu,

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