Não posso dizer que não

0
8
TI

TI

Pediram para eu escrever
Um artigo para o jornal.
Na minha maneira de ver
O país está sempre igual.

Já descobri a receita
A crise é mundial.
Da esquerda à direita
O Evangelho é igual.

Já lá vão as eleições
Acabou o porta a porta
Aonde estão os espertalhões?
Estão na cidade da Horta.

Mas estão a trabalhar
Nas suas repartições
Para nos poderem dar
Um aumento nas pensões.

Nunca estão satisfeitos
Estes nossos eleitores.
Eles de tanto dar jeitos
Já estão cheios de dores.

Mas o povo é assim,
Nunca se sentem bem
Mas tudo tem um fim
Bem para o pobre não vem.

O pobre do Zé Povinho
Vem por hábito cramar
Para haver pão e vinho
É preciso trabalhar.

Só para quem lê o jornal
Parece tudo andar torto
Só se fala em aumentar
A pista do aeroporto.

Não quero ser infiel
A prova está bem à vista
Venha um Freitas Pimentel
Para aumentar a pista.
Aquela pista foi feita
E ele era o governador.
Era homem da Direita
E não abriu nenhuma dor.

Era homem de valor
Tinha um bom coração.
Depois dum verão de calor
Ainda surgiu o vulcão.

Se ele não tinha falecido
Já estava o povo calado
Já o tinha ele crescido
Ou então acrescentado.

Foi um homem espero
E tinha um bom juízo.
Ele está num lugar certo
Não será no Paraíso?

Viva os nossos políticos
Vivem em boa hora
Eles são muito críticos
Mas trabalho vai-te embora?

Eu não vi o São Martinho
Ele estava na cama
O povo é que bebe o vinho
E o santo fica com a fama

Os políticos pelo o Natal
Foi tal comer e beber
Jesus não levou a mal
Estava só deitado a ver

O Caetano vai terminar
Mas vou pedir ao leitor
Que não esqueça de orar
Por mim que sou pecador.

O MEU COMENTÁRIO SOBRE ESTE ARTIGO