“Ninguém pode ficar para trás”

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“Ninguém pode ficar para trás”, alertou o deputado António Lima, do Bloco de Esquerda, que, perante a grave crise económica que se aproxima, considera que a prioridade é “salvar o emprego, o salário e as empresas” e fazer tudo para “ultrapassar esta crise sem aumentar as desigualdades sociais”.

“Tudo o que se conseguir fazer para atenuar as quebras nas empresas e nas famílias, será um passo importante para uma recuperação mais rápida”.

O Bloco de Esquerda anunciou já várias propostas que vão no sentido de diminuir a quebra de rendimentos das famílias e de defender o poder de compra, nomeadamente, a criação de um apoio direto de 150 euros por mês aos trabalhadores em lay-off, o pagamento integral de propinas a estudantes de agregados com quebras de rendimento ou com situações de lay-off, o alargamento aos sócios gerentes de sociedades por quotas e empresas unipessoais do apoio já criado para os empresários em nome individual, o apoio aos pescadores que não possam trabalhar por falta de condições de distanciamento nas embarcações, ou o alargamento da tarifa social de energia.

Numa audição do presidente do Governo Regional, hoje, na Comissão Permanente do parlamento, o deputado António Lima lamentou “as nuvens negras da austeridade” que as mais recentes posições da União Europeia fazem adivinhar, e considera que a receita da austeridade não pode voltar a ser aplicada “porque isto significa mais sofrimento para a população”.

Na sua intervenção final, o deputado do Bloco de Esquerda salientou que a crise que estamos a viver “demonstra a necesisdade absoluta de protejer e reforçar os serviços públicos, particularmente a saúde, dotando-a, não só nas alturas de crise, mas a todos os momentos, dos recursos necessários para defender aquele que é o bem mais precioso de todos, que é a saúde”.

Ainda no que diz respeito aos serviços públicos, António Lima salientou a importância de a SATA ser totalmente pública, e reiterou que a intenção do Governo Regional de privatizar a companhia aérea regional “é errada”.

O Bloco de Esquerda vai continuar a acompanhar os desenvolvimentos da crise de saúde pública e da crise económica, propondo caminhos alternativos quando o que for colocado em prática não der resposta aos problemas do momento.

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