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NOVA EQUIPA DO INEM PARTIU HOJE PARA MOÇAMBIQUE

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Uma nova equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica foi hoje mobilizada para Moçambique para render os profissionais que estava em Mafambisse a apoiar as vítimas do ciclone Idai, anunciou hoje o INEM.

A nova equipa do INEM, para a qual transitam três elementos da equipa anterior, é constituída por 27 profissionais, entre os quais dois médicos de medicina interna, um pediatra, um infeciologista, um ginecologista/obstetra e nove enfermeiros.

Fazem ainda parte da equipa cinco técnicos de emergência pré-hospitalar, um técnico de imagiologia, um farmacêutico, um psicólogo, um técnico de informática e telecomunicações e quatro profissionais de logística, refere o INEM, adiantando que a mobilização da equipa acontece no âmbito do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, em resposta à catástrofe provocada pelo Ciclone Idai.

No hospital de campanha do INEM, a funcionar em Mafambisse, foram assistidas, entre os dias 01 e 15 de abril, 847 pessoas.

Segundo dados do INEM, 74% das pessoas assistidas tinham entre 18 e 64 anos, 17% eram menores de 18 anos e cerca de 9% tinham mais de 64 anos.

Noventa e oito pessoas foram assistidas por patologias relacionadas com trauma, 75 foram observados devido a infeções do sistema respiratório, febre, diarreia ou outras.

Além da atividade clínica desenvolvida no hospital de campanha, os profissionais do INEM prestam ainda apoio ao Centro de Saúde de Mafambisse, nas áreas de internamento, sala de partos e consultas externas, numa colaboração direta com os profissionais de saúde locais, designadamente no que respeita à assistência e orientação dos doentes mais urgentes.

Têm também visitado escolas, empresas e outras instituições locais, com o objetivo de sensibilizar a comunidade para temas como a prevenção da doença, cuidados de higiene e promoção da saúde.

O hospital de campanha é constituído por uma equipa portuguesa de profissionais de saúde que tem como objetivo “prestar cuidados de saúde a populações afetadas por emergências complexas ou catástrofes, em apoio ao sistema de saúde local”.

O ciclone Idai, que afetou também o Maláui e o Zimbabué, provocou 603 mortos em Moçambique e afetou mais de 1,5 milhões de pessoas, segundo as autoridades moçambicanas.

Muitas infraestruturas, incluindo escolas e unidades de cuidados de saúde, foram destruídas ou ficaram danificadas.

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