Núcleo da Amnistia Internacional de São Miguel assinala Dia Internacional dos Direitos Humanos

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DR/Amnistia Internacional
DR/Amnistia Internacional

Por: Amnistia Internacional São Miguel

O Núcleo da Amnisita Internacional de São Miguel assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos, que se celebra a 10 de dezembro, apelando à população para que adira à Maratona de Cartas 2020, sendo aceites participações até 15 de janeiro de 2021. Nesta mesma data, o núcleo celebra também o seu primeiro ano de existência.

A Maratona de Cartas é o maior evento de ativismo do mundo, organizado pela Amnistia Internacional, onde o mundo inteiro atua em defesa de um conjunto de casos selecionados e esse movimento global permite, muitas vezes, mudar as vidas dessas pessoas. Neste âmbito, todos os anos, são enviadas milhares de cartas e assinaturas em defesa de pessoas em risco. Fruto desta ação, verifica-se uma mudança positiva, com impacto real na vida das pessoas e em prol dos direitos humanos.

Qualquer pessoa pode participar assinando as cartas, escrevendo mensagens de solidariedade ou divulgando a informação dos casos. As assinaturas nas petições são enviadas às autoridades dos países visados para que a mudança ocorra. Já as mensagens de solidariedade são enviadas diretamente para os casos que acompanhamos, para que saibam que não estão sozinhos.

Para assinatura e mais informação dos casos de 2020, consultar em https://www.amnistia.pt/maratona/.

A Maratona de Cartas é o exemplo de que, em conjunto, conseguimos fazer a mudança, por isso, o Núcleo de São Miguel faz o apelo à população para que possa assinar os 6 casos inspiradores de pessoas que, perante as injustiças com as quais se cruzaram no seu caminho, tiveram a coragem de erguer a sua voz. Por serem corajosos, foram presos, estão a ser injustamente acusados ou correm risco de vida. Assinar por estes casos é não ficar em silêncio.

  1. Germain Rukuki (Burundi)

Germain é um defensor de direitos humanos no Burundi. Contudo, devido ao seu trabalho pacífico, foi injustamente acusado e condenado a 32 anos de prisão. Está neste momento numa prisão sobrelotada e nunca conheceu o seu filho mais novo.

  1. Jani Silva (Colômbia)

Jani nasceu na Amazónia colombiana e dedicou toda a sua vida à defesa das árvores, das terras e de todo um ecossistema fundamental para as vidas de todos nós. Mas o seu ativismo pacífico e coragem colocaram-na em disputa contra grandes empresas que pretendem lucrar com a exploração de recursos naturais. Por defender este território, Jani encontra-se em perigo de vida.

  1. Grupo de Solidariedade LGBTI+ (Turquia)

Desde o primeiro dia que os estudantes de biologia Melike Balkan e Özgür Gür se dedicam a defender os direitos LGBTI+ na sua universidade, na Turquia. Mas tudo mudou quando as autoridades reprimiram violentamente um dos seus eventos pacíficos. Hoje, vários estudantes arriscam-se a ser presos. Melike e Özgür são dois deles.

  1. Nassima al-Sada (Arábia Saudita)

Nassima é uma das corajosas mulheres que fez campanha pela liberdade das mulheres na Arábia Saudita. Agora, perdeu a sua. Detida desde 2018, Nassima foi vítima de maus tratos e colocada numa pequena cela, em regime de solitária, durante um ano. Tudo pelo seu trabalho pacífico em direitos humanos.

  1. El Hiblu 3 (Malta)

Quando um navio que resgatou migrantes e refugiados no Mediterrâneo ameaçou que os devolveria à Líbia, três jovens fizeram a diferença: agindo como intérpretes, ajudaram a pôr fim ao pânico que se instalou a bordo. Mas agora, simplesmente por terem agido para proteger as suas vidas e as de todos os envolvidos, arriscam-se a serem presos.

  1. Paing Phyo Min (Myanmar)

Paing Phyo Min é um jovem que faz parte de um grupo de poesia satírica no Myanmar. Por ter criticado os militares do país durante uma das suas atuações, foi condenado a seis anos de prisão. Neste momento, está numa prisão sobrelotada e com elevados riscos de contágio de COVID-19.

Porquê participar na Maratona de Cartas?

Um pouco por todo o mundo, a liberdade para nos manifestarmos contra a injustiça, a liberdade para vivemos em terras que nos pertencem há gerações, a liberdade para defendermos o ambiente ou para nos manifestarmos contra a discriminação encontra-se ameaçada. As nossas palavras e ações irão fazer pressão para que as autoridades atuem imediatamente e para que todos os que abusam de direitos humanos sejam apresentados à justiça.

Sobre a edição anterior da Maratona de Cartas:

Em 2019/20, naquela que foi a primeira edição da Maratona de Cartas inteiramente digital organizada pela Amnistia em Portugal, entregámos às autoridades 133 944 assinaturas vindas de Portugal! As assinaturas foram recolhidas online e posteriormente impressas e entregues às respetivas autoridades. Com esta nova metodologia, foi possível evitar a impressão de quase 100 000 folhas de papel. A nível mundial, a Maratona de Cartas atingiu na edição passada um novo valor recorde, com mais de 6,5 milhões de assinaturas.

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