Nuno Barata lamenta agradecimentos – IL não quer mais cortes nos ordenados da SATA

0
17
blank
Nuno Barata

Iniciativa Liberal/ Açores

O Deputado da Iniciativa Liberal no Parlamento dos Açores, Nuno Barata, lamentou, esta terça-feira, os agradecimentos daqueles que, “não tomando as decisões corajosas e que são fundamentais para salvar a SATA, vêm publicamente agradecer os sacrifícios” dos funcionários que já vão para o terceiro corte salarial, sem reposição, desde os tempos da troika.

Numa reação às declarações do Presidente do Governo Regional que, após a apresentação do Plano de Reestruturação do Grupo SATA, por parte do Presidente do Conselho de Administração, veio publicamente deixar palavras de “reconhecimento e gratidão” aos trabalhadores das empresas do Grupo, Nuno Barata escreveu na sua rede social Facebook: “Não são os trabalhadores que têm que fazer sacrifícios, é o Governo, enquanto acionista, que tem que fazer o seu trabalho e não o tem feito. O mais fácil é pedir sacrifícios aos trabalhadores. O mais difícil é tomar as decisões corajosas e certas para garantir o futuro daquele que é o mais importante instrumento de desenvolvimento e coesão regional”.

O parlamentar e dirigente da Iniciativa Liberal nos Açores recorda que “os trabalhadores da SATA se preparam – agradecidos publicamente pelo Presidente do Governo, é certo – para o terceiro corte salarial da última década: foram cortados, quando todos fomos, nos tempos da troika; foram cortados quando a empresa começou a entrar no buraco em 10% dos seus vencimentos, nunca repostos; preparam-se agora, com um agradecimento prévio do acionista, para levarem com mais 10% de corte no vencimento”.

“Chegamos ao ponto de se estar a pagar tão mal na SATA que já ninguém quer ir trabalhar para a empresa. Este verão já foi o cabo dos trabalhos para encontrar funcionários para reforçar os quadros em época alta. Não faz muito tempo que toda a gente queria ir para a empresa. Agora fazem-se agradecimentos aos que lá estão para levarem com cortes atrás de cortes e não se consegue cativar ninguém a entrar para as fileiras da empresa”, acrescentou.

Nuno Barata insiste que o descalabro foi causado “pelos delírios que meteram a SATA
Internacional/Azores Airlines a fazer e pelas greves, em períodos altamente críticos para a
economia regional, da SATA Internacional. Ora, quando se deveria ter pedido a declaração de insolvência desta empresa (a SATA Internacional/Azores Airlines) o que se fez foi uma fusão do Grupo, metendo todos os ativos, tóxicos e não tóxicos, no mesmo cesto”.

Neste sentido, prossegue o liberal, “mais do que cortar nos ordenados dos funcionários e
agradecer os sacrifícios que todos têm feito pela empresa, o que o Governo Regional deve fazer é fechar ou vender a SATA Internacional”, advogando que tal medida “não pode esperar para 2025, como se prepara o Governo Regional para fazer”. Para Nuno Barata “a venda ou encerramento da Azores Airlines deve ser uma prioridade política a concretizar até ao fim desta Legislatura”.

O Deputado da IL/Açores frisa que é tempo de “olhar para diante”, apontando que “as soluções de futuro não passam por continuar a endividar, as soluções de futuro não passam por continuar a ingerir na gestão companhia, as soluções de futuro não passam por continuar a manter operações deficitárias, aumentando dívida em cima de dívida, pondo em causa a nossa única solução de mobilidade interilhas, que é a SATA Air Açores. A Azores Airlines põe em causa a sobrevivência o nosso único instrumento de mobilidade interna, este sim o instrumento que deve ser protegido a bem da coesão territorial e social da Região e de todos aqueles que cá vivem, que nos visitam ou que nos Açores investem”.