O Conselho de Ilha saiu em defesa do Faial… mas há mais um aviso no (m)ar

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1. No início da semana reuniu o Conselho de ilha do Faial em que, para além da renovação do mandato do seu atual Presidente, estiveram em análise neste órgão as acessibilidades terrestres na nossa ilha.

Com algum tempo de atraso, diga-se, esta questão pertinente foi agora levantada pelos conselheiros, permitindo-lhes conhecer e debater o elevado estado de degradação das nossas estradas, quer regionais, quer municipais.
Obviamente nada que o faialense já não saiba.


Todos os dias, para quem anda nas estradas é percetível a ausência de manutenção e reabilitação do pavimento dessas vias de comunicação. Os faialenses não são alheios a este facto, conhecem bem essa realidade e o quanto têm ficado para trás em relação às restantes ilhas, contrariando a tão propalada afirmação de um politico local de que não deixam ninguém para trás.


Efetivamente, enquanto nas outras ilhas se assiste ao lançamento e inauguração de inúmeras empreitadas de reabilitação de estradas, como o concurso público da segunda fase da empreitada dos taludes da Estrada Regional n.º 2–2.ª (Furnas/Ribeira Quente), num investimento de 3,6 milhões de euros, a reabilitação de troços da Estrada Regional n.º 1-2.ª, na Ilha das Flores, a reabilitação da Estrada Regional entre a Ribeira do Almeida e o Aeroporto de São Jorge, no valor de 1,25 milhões de euros ou empreitada de construção do novo acesso ao Porto de Pescas de Vila Franca do Campo, em São Miguel, no valor de 2 milhões de euros, por cá já decorreram alguns anos desde a última intervenção numa estrada regional.
A preocupação demonstrada por esta entidade de caráter consultivo é legítima e as suas posteriores conclusões evidenciam uma atitude sensata, assertiva e prudente na tentativa de sensibilizar o poder político para as necessidades de mobilidade interna da ilha.


Todavia, as críticas não foram dirigidas apenas ao executivo regional, pois é patente que as estradas municipais em nada ficam a dever, no que respeita à sua degradação, às que se encontram sob a tutela daquele órgão.


A por demais evidente demora por parte da Câmara Municipal na elaboração de um plano devidamente estruturado para a reabilitação das estradas municipais, tem deixado muitos faialenses descontentes.


É caso para questionar, onde está o Fundo Municipal destinado à reabilitação das estradas municipais, tão apregoado em campanha eleitoral? Quantas estradas já foram reabilitadas com o mesmo? Porque é que a este se irá substituir um avultado empréstimo bancário?


E já que estamos a abordar este tema, para quando alguma informação acerca da reabertura da Rua da Vista Alegre. Passados quatro meses sobre o seu encerramento temporário, seria importante que o executivo municipal esclarecesse os faialenses do que está previsto para esta rua, fundamental para o escoamento do trânsito para o centro e o lado norte da ilha e que tem afetado de sobremaneira a mobilidade de todos os cidadãos.


2. Ao mesmo tempo que alertávamos, de forma séria, o poder político regional e municipal quanto às acessibilidades terrestres, na ilha Terceira o deputado socialista António Toste lançava um aviso à navegação do Canal.
Disse este que a obra do Porto das Pipas é importante para a Terceira “para a retoma da linha lilás e a ligação com os navios que transportam os passageiros e as viaturas inter-ilhas”.


É importante que as forças vivas da ilha do Faial, desde o poder político às empresas, passando pelos seus habitantes, percebam a priori o alcance deste anúncio por parte do parlamentar socialista.


Efetivamente, tal poderá significar, a breve trecho, o desvio de forma definitiva do navio Gilberto Mariano para realizar toda a operação marítima da linha lilás.
Por isso, há que estar atento, desde já, aos novos horários de verão da Atlânticoline e perceber até que ponto favorecem a linha lilás em detrimento da ligação Faial/Pico, pois como diz o velho ditado “o pior cego é aquele que não quer ver”.

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