Festival Maré de Agosto adiado para 2021 promove concertos ‘online’ este ano

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O Festival Maré de Agosto vai adiar a próxima edição para agosto de 2021, mas promove este ano concertos através das plataformas digitais, entre 20 e 22 de agosto, como inicialmente previsto.

Em declarações à agência Lusa, o diretor artístico do festival, Pepe Brix, adiantou que pretende realizar a edição que tinham planeada para 2020 no verão de 2021, na Praia Formosa, em Santa Maria, local que acolhe o festival há 34 anos.

A direção anunciou, ainda, que, entre 20 e 22 de agosto deste ano, serão promovidos vários concertos através das plataformas digitais, de um cartaz que já está fechado, ainda que, por enquanto, com apenas dois nomes anunciados – o brasileiro Francisco, el Hombre e o trio indiano Barber Boyz.

“Enquanto agentes de cultura, temos a responsabilidade de apoiar os artistas, e por isso não vamos cancelar o concerto a ninguém”, afirmou o responsável pelo mais antigo festival português sem interregnos, que conta já com 36 edições.

Apesar de o Governo Regional dos Açores ainda não se ter pronunciado sobre as restrições aos eventos culturais, o diretor artístico da Maré de Agosto considera que seria “um risco muito grande abrir as portas de Santa Maria, que ainda não teve caso nenhum, e incentivar a vinda de pessoas de outras ilhas, ou mesmo do continente, para uma ilha que, até agora, está ‘limpa’ do vírus”.

A decisão de adiar a edição presencial do festival surge depois de o Governo da República ter proibido “realização de festivais e espetáculos de natureza análoga até 30 de setembro de 2020, e a adoção de um regime de caráter excecional dirigido aos festivais e espetáculos de natureza análoga que não se possam realizar no lugar, dia ou hora agendados, em virtude da pandemia”.

“Para o caso de espetáculos cuja data de realização tenha lugar entre o período de 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020, e que não sejam realizados por facto imputável ao surto da pandemia da doença Covid-19, prevê-se a emissão de um vale de igual valor ao preço do bilhete de ingresso pago, garantindo-se os direitos dos consumidores”, acrescenta o documento.

Este regime será sujeito a apreciação da Assembleia da República e inclui-se nas “medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença covid-19 no âmbito cultural e artístico”.

A Lusa tentou confirmar junto do Governo Regional dos Açores se a medida será transposta à região, mas o executivo ainda não deliberou sobre a matéria, afirmou, na quinta-feira, a diretora regional da Cultura.

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