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O jovem que encontrei na Praia de Porto Pim

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TI

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O feriado do dia 01 de maio convidou a um mergulho nas águas límpidas das nossas praias antes de ir ao Parque da Alagoa ouvir o discurso reivindicativo dos dirigentes da CGTP e comer umas sardinhas. Coloquei a toalha a tiracolo e de chinelo no pé encaminhei-me para a Praia de Porto Pim.
A praia estava praticamente deserta, o que me permitiu colocar a toalha no local desejado. No fundo da praia apenas passeava um casal e um grupo de vários jovens praticava voleibol.
Tal como o Presidente da República que, no dia a seguir ao 25 de abril, decidiu tomar um banho de mar, também eu, depois de algum tempo ao sol, fui tomar o primeiro banho do ano. (Alerto que em rodapé deveria aparecer em letra miudinha que a situação que retrato e que em muito se assemelha ao que aconteceu com Marcelo Rebelo de Sousa, tem alguma ficção e não é pura coincidência.)
À saída do mar, um dos jovens, na casa dos vinte e poucos anos de idade, acerca-se de mim e diz que me conhecia do Tribuna das Ilhas, que todas as semanas lia o jornal, e referindo-se particularmente aos editoriais, disse-me que compreendia perfeitamente muito daquilo que era transmitido.
Intrigado com a atitude do jovem, continuei a conversa, questionando-o sobre o último editorial. Sem pestanejar disse-me que o tinha lido com atenção e que conseguia decifrar as mensagens ali existentes. (Até parecia que tinha ouvido na rádio o discurso do Presidente da República no Dia da Liberdade).
Eu acho que o Sr. Diretor quis dizer foi que houve pouca vontade política e não se tratou somente de uma questão financeira, em concretizar o projeto inicial do novo Porto da Horta, e que isso tem prejudicado economicamente a ilha do Faial, pois assim os cruzeiros encontram melhores condições no porto de Ponta Delgada do que no Porto da Horta, onde não conseguem atracar.
E que a ampliação da pista do aeroporto da Horta, jamais verá a luz do dia, pois, por um lado, o custo a suportar não compensa o lucro que a empresa concessionária terá e, por outro lado, a nossa ilha não assume definitivamente um crescimento turístico que justifique essa intervenção.
Acertou, era mais ou menos isso que eu queria dizer, retorqui. (Palavras também usadas por Marcelo Rebelo de Sousa).
Mas, diz-me o jovem, ainda há mais algumas mensagens nas entrelinhas e que gostaria de saber se estão conformes com o meu entendimento. Refiro-me às obras de requalificação da Frente Mar da cidade. Apesar de no final de junho de 2017 ter sido lançado o concurso público para a 1.ª Fase, parece que a mesma está com dificuldades em começar, pois possivelmente ainda não conseguiu obter o visto do Tribunal de Contas.
E agora, estamos quase a meio do ano de 2018, como irá o Presidente do Município cumprir a profecia transmitida à Agência Lusa em 28 de junho de 2017, quando disse que a 2.ª fase que vai contemplar toda a Praça do Mar, na zona da avenida até à entrada da antiga esquadra da PSP, iria avançar no início de 2018, quando a 1.ª fase ainda nem sequer começou.
Sabe, diz-me o jovem com ar preocupado, por vezes mais vale prevenir do que remediar.
E, antes de me ir embora, há duas situações que gostaria de partilhar consigo. Uma respeita à Gala do Desporto do Faial que ocorreu no Pavilhão da Horta e que nem mereceu a presença do Diretor Regional do Desporto, talvez porque de Gala teve pouco e apenas tenham sido dois faialenses galardoados.
E a outra foi quando estava a ouvir a última Assembleia Municipal e as intervenções de alguns dos presentes e lembrei-me das palavras do nosso Presidente da República no seu discurso do 25 de abril quando disse para não confundirmos o prestígio ou a popularidade mais ou menos conjuntural de um ou mais titulares do poder com endeusamento ou vocação salvífica.
Tive que concordar, acrescentando que pode ser difícil interpretar a arte moderna e nem sempre é possível interpretar os discursos modernos, como disse o nosso Primeiro-Ministro, mas o que não é difícil de perceber é que, com o rumo que se está a levar, somente com intervenção divina, os problemas do Faial terão solução.

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