“ O que somos hoje?”

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Portugal surgiu num contexto histórico e forjou as suas fronteiras num espaço que foi sempre – e o é ainda hoje – pequeno demais para a força interior de ser português.

Nos inícios do século XV, essa força incontida fez-nos rasgar mares e, navegados estes, galgar terras de mundos até fechados e desconhecidos.

Quer que se queira quer não, muitos dos sulcos da História têm o …signo da força do povo português e em todas as latitudes.

Um dia a emigração começou – sou filha de pais emigrados, à procura de uma vida melhor – naquele tempo era coisa rara, açorianos do Grupo Central irem para França, os nossos emigrantes após o vulcão viram abertas as portas para os USA, para onde iam cheios de dúvidas, anseios, esperanças, e com o grande problema de não perceberem a língua.

Hoje, a emigração impõe-se aos nossos jovens – esses, felizmente com uma mala cheia de saber, preparados para um mundo globalizado.

Por razões profissionais, acompanho o fenómeno económico e financeiro do nosso Pais, em que se vende o país em saldo.

Enquanto Lisboa se entretém com a recessão e o défice orçamental, nós continuamos em crise, crise esta profunda, identitária e contextualizada, desta vez, num mundo globalizado nunca antes conhecido.

Mas, afinal em toda a História foi sempre o Povo – mesmo contra o Estado – quem salvou a Nação. E tal vai acontecer, de novo, apesar da pestilenta tristeza para onde nos encurralam e donde não nos sabem tirar.

Espero que haja consciência, e que os dias que se avizinham sejam de reflexão – ainda vamos a tempo de pensar o que é melhor para nós – o que merecemos – o que precisamos – o que nos faz falta!

 

RENTRÉE Setembro 2012 

 

 

 

 

 

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