O Turismo nos Açores

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 O arquipélago dos Açores é constituído por 9 ilhas dispersas no Oceano Atlântico numa área total de 2 333 km2 e possui uma Zona Económica Exclusiva (ZEE) com cerca de 984 300 km2, o que representa aproximadamente 30% da ZEE Europeia, com possibilidade de aumentar, com as negociações diplomáticas.

 As potencialidades destas ilhas são inquestionáveis, não apenas pelos recursos naturais existentes, mas também pelo seu posicionamento estratégico entre os continentes americano e europeu.

Com um clima temperado marítimo, não se verificam grandes oscilações entre as temperaturas máximas e mínimas ao longo do ano. Chove durante todo o ano e pode-se desfrutar de uma temperatura da água do mar rondando os 24ºC.

Nos últimos anos a actividade turística tem evoluído consideravelmente na Região. As condições existentes são suficientes para a consciencialização da importância económica que o turismo poderá proporcionar ao arquipélago. Efectivamente, são várias as possibilidades a explorar em cada uma das ilhas, com uma oferta clara para diversos gostos. Desde as paradisíacas paisagens terrestres, até às profundezas do nosso mar, são várias as oportunidades de investimento, sendo as ilhas, naturalmente, destinos turísticos invejáveis em qualquer parte do planeta.

Nota-se, nos últimos anos, o “despertar” de vários investidores privados, bem como uma aposta objectiva do Governo Regional para o Turismo. Uma aposta, proporcionando condições favoráveis para o investimento nesta área, bem como desempenhando um papel fundamental na formação e qualificação de pessoal.

Com efeito, os dados estatísticos são reveladores do crescimento desta área na economia regional. O número de dormidas no turismo em espaço rural mais que duplicou nos últimos 10 anos: em 2009 registaram-se mais de oitocentas e cinquenta e sete mil dormidas, sendo que, em 2010 até Setembro, já se registaram mais de oitocentas e oitenta mil dormidas, o que mostra que o crescimento no presente ano será substancialmente superior aos resultados do ano anterior.

No Faial, no final de Setembro, já haviam sido registadas mais 1000 dormidas que em todo o ano de 2009.

Outro dado a ter em conta diz respeito à evolução do número de passageiros nos aeroportos açorianos. Em 2010, verificou-se um aumento de dez mil passageiros até Setembro, em comparação com todo o ano de 2010.

Relativamente ao movimento marítimo de passageiros entre a Horta e as restantes ilhas, verificou-se que até Setembro de 2010, já haviam sido ultrapassados os 311 360 passageiros referentes a todo o ano de 2009.

Constatamos, igualmente, um acréscimo na divulgação das ilhas, feita no exterior pelos OCS e através da Internet. É um aspecto crucial para a viabilidade e sustentação da actividade em questão, tornando o arquipélago dos Açores num novo e atractivo destino turístico, face às suas características, existindo uma conjuntura internacional que incentiva a procura de novos locais de lazer.

No caso particular da ilha do Faial, verificamos também uma evolução da actividade turística. Por um lado, surgem investimentos nas infra-estruturas, nomeadamente na área do turismo rural. Outra vertente turística, em fase de crescente desenvolvimento face às condições excepcionais da ilha, está associada à exploração do nosso mar, designadamente a actividade de observação de cetáceos que muito mais tem para oferta. É visível o surgimento de um número, cada vez maior, de turistas que visitam a nossa ilha, com vários objectivos, entre eles, o de obterem imagens fantásticas dos cetáceos que cruzam o nosso mar.

É óbvio o potencial turístico da Região, sendo por demais evidente a escassez de iniciativas em algumas das nossas ilhas que, apesar das suas características excepcionais, não possuem os investimentos necessários para o desenvolvimento da actividade. Não se pretende tornar os Açores num destino semelhante à Madeira em que a “selva de betão” tende a crescer, mas sim proporcionar recantos de lazer, calmos e intimamente ligados às belezas naturais existentes.

Por isso mesmo, é necessário reconhecer e engrandecer, a visão e o trabalho que tem sido feito nos Açores nos últimos anos pelos seus governantes, na área do Turismo.

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